A cidade de São Francisco, na Califórnia, vai receber, em novembro próximo, “anfitriões” do mundo inteiro. Trocando em miúdos, gente que vem descobrindo ser um bom negócio receber, na própria casa, turistas dos mais variados lugares – e com diferentes perfis. Dos mil participantes que o evento estima receber, 40 foram, digamos assim, “escolhidos a dedo” – não só para ir ao encontro com tudo pago, como para ministrar workshops.

Entre eles, estão duas brasileiras. E uma é a belo-horizontina Renata Alamy, de 38 anos, que há um ano e meio vem transformando o seu apartamento em lar para quem quer conhecer Belo Horizonte e, ao mesmo tempo, se sentir em casa.

A mineira foi convidada pela própria organização do evento por se destacar como anfitriã no Brasil e ser um exemplo de hospitalidade. “Fiquei muito lisonjeada e feliz (com o convite). Disseram que posso ensinar e inspirar outros anfitriões e, por isso, participo da parte de educação. Vou dar o workshop para pessoas do mundo todo e estou me preparando muito para isso”, assegura ela.

O encontro é promovido pelo portal norte-americano “Air BNB”, onde estão inscritos mais de um milhão de anfitriões de 192 países.

Renata recorda que se cadastrou no site depois de experimentar o serviço numa viagem para a Guatemala. “Todos nós nos sentimos em casa quando somos bem recebidos e dispomos de um ambiente que nos deixe ‘aconchegados’, mesmo quando desembarcamos em um lugar desconhecido. E isso depende muito de quem nos recebe, e de como somos acolhidos”, explica a moça.

“É engraçado, porque, quando me inscrevi no site, não acreditava que teria muita procura, mas é incrível como a capital mineira, cada vez mais, vem recebendo turistas. Toda semana hospedo brasileiros e estrangeiros”, assegura.

Para ela, não importa se o anfitrião tem uma casa luxuosa ou um apartamento simples. “Sinceramente, não. As pessoas querem mais é se sentir bem. E para isso o espaço tem que ser funcional, o preço deve ser justo e o anfitrião deve ser honesto nas suas descrições, no anúncio”, ensina.

Exatamente por conhecer de cor a plataforma, Renata também foi convidada a fazer parte do chamado “Costumer Care” da rede. “Onde tiro dúvidas de pessoas do mundo todo e quanto mais ajudo, mais ganho”.

Seguindo a lógica da economia solidária, o “Air BNB” não cobra manutenção nem taxas. Criar o perfil no site também é gratuito. Quer saber mais? Clique aqui.