Os belo-horizontinos têm até a segunda-feira (15) para conferir a exposição “Ai Weiwei – Raiz”, uma retrospectiva de um dos maiores nomes da arte contemporânea na China, com cerca de 70 peças de arte. Com público superior a 210 mil espectadores, essa é a segunda mais bem-sucedida mostra do Centro Cultural Banco do Brasil (CCBB) em Belo Horizonte – a campeã é “ComCiência”, da Patricia Piccinini.

Além de obras históricas de Ai Weiwei, a exposição conta com trabalhos desenvolvidos a partir da imersão do artista na cultura brasileira por um ano. O curador Marcello Dantas convidou o chinês para moldar objetos que representassem a biodiversidade, a paisagem humana e a criatividade observadas no Brasil.

Cada obra ali presente traz um discurso político de Weiwei. Como a obra “Panda to Panda”. Aparentemente inofensivo – um urso panda de pelúcia –, o trabalho está ligado a um dos maiores escândalos de espionagem dos Estados Unidos. Weiwei se juntou a Edward Snowden, ex-administrador de sistemas da CIA, e destruíram juntos uma série de documentos importantes sobre o sistema de vigilância global realizado pelos norte-americanos. Os papéis picotados viraram enchimento de pandas de pelúcia e os vários bonecos desta produção foram comercializados normalmente. Um vídeo ao lado da obra mostra, com detalhes, todo o processo.

Vale lembrar que uma das obras mais marcantes de Weiwei pode ser vista do lado de fora do CCBB. “Forever Bicycles” é uma instalação que reúne 1254 bicicletas, se encaixando de maneira espetacular.

Serviço: "Ai Weiwei - Raiz" no Centro Cultural Banco do Brasil - CCBB-BH (Praça da Liberdade, 450), até segunda-feira (15), das 10h às 22h. Duas vezes ao dia, às 11h às 18h, há visitas mediadas com educadores. Entrada franca. 

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