Depois de conquistar incontáveis leitores, ser traduzido para mais de 60 idiomas e ganhar uma versão cinematográfica dirigira por Jayme Monjardim, em 2016, a trama de “O Vendedor de Sonhos”, do escritor e psiquiatra Augusto Cury, se aventura por um campo até então inexplorado: o teatro. O resultado da empreitada– uma adaptação que tem assinatura do próprio autor em parceria com Cristiane Natale e Erikah Barbin– pode ser visto nesta sexta-feira (31) em Belo Horizonte.

O ator Mateus Carrieri, que dá vida ao protagonista Júlio César, ressalta o desafio de levar para os palcos a obra mais popular do escritor. “É uma responsabilidade grande, é o livro mais vendido do Augusto Cury, que é também o autor mais lido na última década”, sublinha ele. Apesar do novo território explorado pela história, ele garante que a peça coloca em cena a mesma emoção do livro e, assim, é capaz de agradar tanto os conhecedores de Cury quanto os novatos. “É claro que quando o leitor lê o livro ele tem sua imaginação, sua visão. Mas agora entregamos isso com a emoção da interpretação”, diz ele, ressaltando a potência da história encenada.

A julgar pela resposta positiva que espetáculo tem conquistado – ele já passou por cidades como Porto Alegre, Florianópolis e Criciúma, no sul do país – a emoção é mesmo garantida. “Na nossa estreia, foi uma surpresa a quantidade de gente chorando. Com a iluminação do palco, não conseguimos ver durante a peça, mas nos aplausos a gente percebeu muita gente emocionada”, lembra o ator.

Enredo

O espetáculo acompanha a história de Júlio César, um homem prestes a cometer suicídio que é impedido por um mendigo, “O Mestre”. Neste contato, o homem lhe vende uma vírgula para que continue a escrevendo sua história. “O Júlio César começa a segui-lo e se depara com várias situações que fazem com que o público perceba o quanto acabamos dando valor as coisas que não têm importância e como às vezes as coisas verdadeiramente importantes são as mais simples”, explica.

Carrieri destaca ainda os questionamentos levantados pela história. “O quanto temos nos dedicado ao trabalho, a uma carreira para conseguir coisas, dinheiro e poder? Qual é a verdadeira importância disso? A vida passa e às vezes a gente não percebe. Ficamos nos matando para conquistar um lugar ao sol, mas enquanto ele não chega devemos tentar fazer do caminho uma coisa mais tranquila, menos tensa e agonizante”, diz o ator, ressaltando a atualidade do enredo de Cury.

Serviço: “O Vendedor de Sonhos”, nesta sexta, às 21h no Cine Theatro Brasil Vallourec (Av. Amazonas, 315 – Centro). Ingressos de R$ 60 a R$ 160