Uma pesquisa feita pelo instituto Kelton Global, entre o fim de 2018 e início de 2019, a pedido da Amazon, aponta que 71% das pessoas que se dizem leitores frequentes são felizes. O estudo inclui mais de 27 mil indivíduos de 13 países, incluindo o Brasil. Em outras palavras, a leitura, além de ser uma rica fonte de aprendizado e ampliar os horizontes, pode ajudar a melhorar o astral do ser humano.

Em breve, BH vai esbanjar um pouco das sensações e sentimentos aflorados da relação de seus moradores com a leitura. O projeto “História Afetiva de Leitores de Bibliotecas em Belo Horizonte” visa registrar, em livro e exposição, histórias de mineiros da capital nos espaços destinados a essa prática.

A iniciativa é aberta ao público. Basta enviar um texto de até 2.500 caracteres contando sua relação com os espaços de leitura da cidade para historiaafetivabh@gmail.com até o dia 8 de agosto. Os depoimentos selecionados farão parte de um dos capítulos do livro.

“Por meio de diversas vozes, queremos contar as muitas histórias de leitores, leituras e bibliotecas na cidade, por acreditamos que ler e escrever são imprescindíveis em projetos de desenvolvimento humano”, destaca Cleide Fernandes (foto abaixo), bibliotecária e coordenadora do projeto, viabilizado por meio da Lei Municipal de Incentivo à Cultura.

Além do livro, os relatos farão parte de uma exposição que vai transitar por vários centros culturais da capital.

Livro

Os demais capítulos da obra “História Afetiva de Leitores de Bibliotecas de Belo Horizonte” vão reunir histórias de pessoas que atuam diretamente na produção literária ou que possuem forte ligação com a literatura.

A lista engloba a pesquisadora da tradição oral e narradora de histórias Aline Cântia; a professora universitária e escritora Ana Elisa Ribeiro; a poeta e pesquisadora dos coletivos de saraus da Região Metropolitana de Belo Horizonte Camila Félix; os escritores Elizete Lisboa e Francisco de Moraes Mendes, o poeta e tradutor Léo Gonçalves; a educadora Macaé Evaristo; entre tantos outros.

As entrevistas vêm sendo comandadas por Cleide Fernandes e as pesquisadoras na área de leitura e bibliotecas Fabíola Farias e Maria da Conceição Carvalho.

“Com os depoimentos, será possível contar um pouco da história contemporânea e afetiva da leitura em Belo Horizonte, em relatos de experiências pessoais, mas que revelam bastante sobre os modos de vida e a política cultural da cidade”, ressalta Maria da Conceição Carvalho.

Exposição