Ela já é conhecida em Belo Horizonte por seu trabalho como atriz, poeta, letrista e apresentadora do quadro “Ação Ilimitada”, do programa “+ Ação”, da Rede Minas. Mas em 2013, Brisa Marques passou a mostrar mais uma faceta artística – o canto. Antes mesmo de explorar profissionalmente sua voz, a moça já teve uma bela conquista. Foi uma das nove intérpretes selecionadas para o “Elas de Minas”, projeto dedicado a divulgar a música feita por mulheres no Estado.


“Foi uma grande surpresa. Cantoras que admiro muito ficaram de fora. Fiquei muito feliz, mas tremi nas bases”, afirma Brisa Marques, de 28 anos, que já estreou no palco ao lado das outras selecionadas pelo projeto em um show realizado no Conexão São Paulo, em novembro passado. “Fiquei nervosa, mas acho que dei conta do recado. Cantar não é só técnica, também tem a ver com alma, verdade”.


Quem a acompanha não se surpreende com esse novo passo. Brisa já soltava a voz em suas performances cênicas e sempre esteve próxima do universo musical como compositora. Já foram gravadas mais de 30 parcerias suas com figuras destacadas de Belo Horizonte, como Flávio Henrique, Vitor Santana, Antônio Loureiro, Rafael Martini, Laura Lopes, Luiza Brina e o falecido Mestre Jonas.


“Meu caminho sempre foi muito colado com a música. Tive a oportunidade de cantar algumas vezes, mas não levei essa história muito a sério. Cheguei a ter aulas com a Renata Vanucci (cantora e professora), fiz algumas coisas com o Caffeine Trio, gravei com o Sérgio Pererê no último disco dele. Havia um desejo interior de cantar minhas músicas, mas não sentia que estava preparada”, diz.


Brisa está decidida a investir na carreira de cantora e apresentar ao mundo suas composições com sua voz. Tanto que, na participação que fez no show do Capim Seco, mês passado, no Teatro Oi Futuro, cantou “Tarja Preta”, uma parceria inédita dela com Mestre Jonas. “Ainda estou estudando, apurando minha técnica, mas quero fazer um show em 2014 com minhas músicas. Será algo diferente, levando em conta todas as outras coisas que faço. Deve ser um show com música, audiovisual, cênico e cheio de poesia”.