Aos 27 anos, Camila Maia tem uma boa trajetória no universo da música independente. A cantora mineira já teve canção inserida na trilha da novela “Malhação” (“Eu Não Sou Uma Flor”) e participou do quadro “Garagem do Faustão”. Também foi uma das semifinalistas do concurso do programa “Caldeirão do Huck”, que recebeu inscrições de 45 mil bandas brasileiras interessadas em tocar no Rock in Rio. No currículo, são mais de 200 shows – incluindo uma temporada de seis meses no antigo Na Mata Café belo-horizontino.

A ela só faltava um álbum lançado por gravadora. Sonho realizado agora, já que seu quarto disco, homônimo, sai pelo selo Midas Music, de Rick Bonadio (o produtor famoso por ter lançado para o estrelato Mamonas Assassinas, NX Zero, Fresno, Rouge e muitos outros).

Trata-se de um EP de quatro faixas construídas a partir da parceria com o produtor – tanto que duas delas são parcerias entre a cantora, Bonadio e dois músicos que participaram do processo de construção.

“Recebi um recado inbox (pelo Facebook) do Fernando Prado, que está trabalhando na Midas, dizendo que o Rick queria me conhecer pessoalmente. Lembro que fiquei bem nervosa um dia antes, como se fosse participar de uma prova”, conta Camila Maia.

Química

Quando chegou ao estúdio, ela foi instigada a cantarolar e criar ali na hora, sob pressão. Deu tão certo o exercício, que no primeiro contato já nasceu a música “Deixa Pra Trás”, que faz parte do EP. “Houve uma sintonia muito grande entre todos. Sinto que esse é um trabalho que marca bem a transição entre a Camila menina e a Camila mulher”, diz.

Segundo a cantora, sua banda está na fase de desenvolvimento de arranjos para um novo show. A intenção é viajar bastante em 2016. “Deve ter lançamento inicialmente em São Paulo e Belo Horizonte, para depois seguirmos para outras cidades”, adianta.