A cada nova exposição, o artista plástico mineiro Carlos Muniz faz uma espécie de síntese de sua trajetória dedicada à arte geométrica. A reunião de seus trabalhos na Galeria Celma Alvim, a parti do dia 25, tem, como ele gosta de dizer, “um início, um meio e um fim”, que refletem o gradual refinamento de uma obra iniciada no fim dos anos 70.
 
Ele lembra que nas suas primeiras pinceladas procurava seguir uma temática, “como se sobrevoasse uma cidade, vendo lá de cima a praça, as avenidas e as placas”, caracterizando-se pela quantidade de elementos. “Depois, ainda dentro da arte geométrica, fui simplificando o retrato desse caos urbano, brincando com os meus próprios quadros, como se fizesse um balé de cores”.
 
Para ele, pintar não é muito diferente de escrever, cada qual estabelecendo um ritmo próprio. “Sempre mantive a coerência, pesquisando com muita firmeza todos os movimentos da geometria e vendo o que podia acrescentar. Assim, depois de um início com elementos mais complexos, fui tirando cores e elementos até chegar à ideia simplificada do que estou querendo”.
 
Com um trabalho de projeção internacional, Muniz participou em 2017 de uma exposição que rodou 16 países. Já durante a Copa do Mundo de 2014, no Brasil, ele foi convidado a apresentar dois trabalhos no Festival da Escultura, no Rio de Janeiro. Cada obra tinha uma tonelada e, posteriormente, foram adquiridos pela Prefeitura carioca.
 
SERVIÇO
Mostra de Carlos Muniz – Na Galeria Celma Alvim (Rua Alagoas, 989, loja 13, Savassi). No dia 25, de 19h às 23h. De 26/10 a 26/11, segunda a sexta, de 13h às 18h. Sábado, de 9h às 13h.
 
GEO