Antiga secretaria de Estado de Cultura, o Palacete Dantas, localizado na Praça da Liberdade, irá abrigar o Museu da Educação e Centro de Referência do Professor. Um grupo de trabalho está sendo formado com profissionais da educação e de patrimônio para debater quais serão os moldes do espaço, que deverá comportar museu, espaço de encontros para professores e, talvez, o acervo documental hoje guardado no Centro de Referência do Professor, na Gameleira – espaço que não será fechado.
 
A decisão da Secretaria de Estado de Cultura é bastante simbólica. Isso porque a Praça da Liberdade já abrigou o Centro de Referência do Professor, que foi desmantelado pelo projeto do Circuito Cultural Praça da Liberdade para ser transformado no Museu das Minas e do Metal. A retirada do órgão, que era ponto de encontro de professores de todo Estado, foi alvo de crítica por profissionais da Educação na época.
 
“Nossa ideia é a de um equipamento que dê conta da política de educação do Estado”, afirma Michele Arroyo, presidente do Instituto Estadual do Patrimônio Histórico e Artístico de Minas Gerais (Iepha), gestor do Circuito. “Será uma oportunidade de reforçar uma parceria entre educação, cultura e patrimônio”.
 
O novo equipamento terá uma exposição permanente, mas ainda não há definição de como será – se vai resgatar a proposta da anterior, levada para a Gameleira, ou se será montada uma nova, com uma museografia mais tecnológica, aos moldes dos edifícios vizinhos.
 
Segundo Michele, a exposição que foi levada para a Gameleira era muito simples, mas tinha grande valor de conteúdo. “Os professores se identificavam com o museu, porque contava as mudanças da escola sob aspectos pedagógicos e formadores, que estavam de acordo com as mudanças políticas pelas quais o país passou. Era simples do ponto de vista expositivo, mas densa no conteúdo”.
 
São Francisco
 
Outra novidade referente ao Circuito é que, no fim de setembro, será inaugurada uma instalação artística “Alameda São Francisco: O Rio Inunda a Cidade”, que será disponibilizada em toda a alameda da praça.
 
Trata-se de uma exposição feita pela professora e arquiteta Tereza Bruzzi a partir da pesquisa de inventário que o Iepha fez no ano passado sobre a parte navegável do rio São Francisco – ou seja, as 17 cidades compreendidas entre Pirapora e Januária.
 
Com colaboração das comunidades ribeirinhas, os profissionais do Iepha mapearam manifestações culturais de diferentes áreas, como gastronomia, festas populares, instrumentos musicais, vestes e outros. Todos esses elementos estarão presentes na mostra.
 
Em breve, o Palácio da Liberdade terá a visitação reativada, mas com nova proposta. O público receberá um roteiro de visitação que vai abordar os aspectos históricos, urbanísticos e artísticos do edifício e de seus jardins.