PARIS  - A marca de moda Zara apresentou suas desculpas e suspendeu um vigilante e a gerente de uma de suas lojas na França depois que, no sábado (14), foi impedido o acesso a uma cliente de véu, disse à AFP um responsável do grupo.

O caso, que aconteceu no dia seguinte aos atentados de Paris, foi filmado e compartilhado nas redes sociais, causando grande polêmica e pedidos de boicote à marca espanhola de 'prêt-à-porter'.

A cliente, que usava um hijab (véu islâmico que cobre apenas a cabeça), foi proibida de entrar na loja da Zara em Plaisir (oeste de Paris).

"O vigilante disse para que ela tirasse o véu, o que a cliente negou, o que é absolutamente normal" de acordo com a lei francesa, declarou nesta terça-feira Jean-Jacques Salaün, diretor-geral da Zara França.

"Foi uma iniciativa pouco feliz da parte de um vigilante. Este tipo de atitude não existe na Zara e nunca existiu uma posição do grupo nesse sentido", disse.

O responsável acrescentou que "é feita uma investigação", no âmbito da Zara e de seus pessoal de segurança. "Enquanto isso, o vigilante e a gerente da loja foram sancionados", esclareceu.

A lei francesa, que proíbe cobrir o rosto em locais públicos, se refere aos véus integrais, como a burca e o nicab.

O responsável da Zara França explicou que ligou para a cliente discriminada para apresentar suas desculpas em nome do grupo e condenar esse ato logo que se inteirou do incidente. "Desculpas que essa senhora aceitou", disse.