As semelhanças entre Luciana e Luciano ficam só no nome. Dois meses após manterem contato apenas por redes sociais, a mulher complexada e ninfomaníaca, que não consegue se envolver romanticamente e apenas usa os homens como objetos sexuais, finalmente consegue marcar um encontro. Mas quem está “do outro lado” é um desempregado que leva a vida assaltando as vítimas que conhece virtualmente. 
 
Está armada a sucessão de confusões da peça “Quem é quem?”, escrita por Paulo Fernando Mello e protagonizada por Viviane Araújo e Eri Johnson, que fica em cartaz no fim de semana em Belo Horizonte, no Teatro do Minas Tênis Clube.
 
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Peça é protagonizada por Viviane Araújo e Eri Johnson

 
“Há um alerta sobre os riscos que esse contato traz, em que ninguém sabe quem é quem, mas abordamos de uma maneira muito engraçada”, explica Eri Johnson, que além de atuar, dirige a peça. Com o codinome Lobo Solitário, ele marca um encontro com a mulher que se identifica nas redes como Gata Maluca, personagem de Viviane Araújo.
 
“As redes sociais são muito abrangentes hoje, a maioria mantém uma relação de amizade até desenvolver um contato mais íntimo, mas é preciso cuidado ao procurar saber com quem você está se relacionando e não se abrir tanto logo de cara”, observa a atriz, que conta nunca ter tido o azar de cair na mesma roubada que sua personagem, mas já ouviu relatos de amigos vítimas dessa emboscada. 
 
Peça “Quem é quem?”Sábado (26) às 21h
Domingo (27), às 20h.
Teatro do Minas Tênis Clube 
(rua da Bahia, 2.244 – Lourdes).
Ingressos: R$ 70 (inteira) 
 
Ela ressalta que a leveza da forma como o tema é tratado garante boas risadas para uma comédia em que circunstâncias absurdas tomam conta. “Tudo é abordado com muito humor e esse clima permanece mes mo quando ele saca uma arma, o que gera mais reviravoltas engraçadas”, diz.
 
Parceiros
Viviane Araújo celebra a afinidade fora dos palcos, que ajuda a criar química também quando as cortinas se abrem, o que também é destacado por Eri Johnson.
 
“Somos amigos há muitos anos, parceiros, então era muito grande a probabilidade de isso dar certo em cena, estar do lado de quem a gente gosta, fazendo o que a gente ama”, avalia o ator, que também dirige a peça, que entrou no circuito comercial em agosto, e já passou por cidades como Maceió, Rio de Janeiro, e Goiânia antes de desembarcar em BH. “Acrescentamos elementos novos a cada cidade porque o teatro é algo vivo e não dá para repetir exatamente o que se fez na apresentação anterior”.