Serão 20 horas de música, neste sábado (16) e domingo (17), em um evento que mistura ritmos carnavalescos tradicionais, como axé, samba e pagode, com outros, como o funk e o rock, que também garantem espaço no Carnaval de Belo Horizonte. É o Festival Jângalove, que irá levar para a Serraria Souza Pinto dez blocos da capital.

O sábado do Jângalove começa às 14h e só termina às 2h do dia seguinte, com os blocos Então, Brilha!, Me Beija Que Eu Sou Pagodeiro, Quando Come se Lambuza, Garotas Solteiras e Já é Sensação. O último recebe como convidado o MC Kevin O Chris. O cantor, revelação do funk carioca, é dono dos hits “Eu Vou Pro Baile da Gaiola”, “Tu Tá na Gaiola” e “Dentro do Carro”.

No domingo, apresentam-se Chama o Síndico, Beiço do Wando, Havayanas Usadas, Juventude Bronzeada e Orquesta Atípica de Lhamas. Nos intervalos haverá os DJs Ricardo “Kriok” Lutterbach e Adair Egídio o Groove. No domingo, a festa será das 12h à meia-noite.

Inclusão

O Jângalove tem, todo ano, uma proposta temática. Este ano, aposta no apoio aos transexuais, segmento marginalizado no mercado de trabalho. Para isso, a organização da Jângalove abriu espaço para contratação de transexuais para comporem o pessoal de apoio. 

“Contratar transexuais é uma maneira de mostrar que todos somos bem-vindos em qualquer atividade”, ressalta Bell Magalhães, produtora da Macaco Indústria Criativa, organizadora do evento. 

“Somos uma gota no oceano quando se fala de empregabilidade para pessoas transgênero no Brasil, mas esta é a forma que encontramos de combater o quadro de exclusão enfrentado por esta parcela da população”, completa Magalhães, que já viu casos de trans que atuaram em eventos e depois tiveram oportunidade de trabalho e emprego a partir do conhecimento ali adquirido. Na Jângalove, os transexuais irão atuar na bilheteria, nos bares, na portaria e no atendimento ao público.