Compositor Roque Ferreira critica troféu de samba para Zélia Duncan e cantora rebate

27º Prêmio da Música Brasileira

Estadão Conteúdo
23/06/2016 às 17:46.
Atualizado em 16/11/2021 às 04:01
 (Reprodução / Instagram)

(Reprodução / Instagram)

Chamada de "oportunista" pelo compositor Roque Ferreira por ser incluída pelo Prêmio da Música Brasileira na categoria samba, a cantora Zélia Duncan saiu da cerimônia de premiação, no Teatro Municipal, na quarta-feira, como grande vencedora: levou três troféus, melhor canção, Antes do mundo acabar (sua com Zeca Baleiro), CD (homônimo) e cantora.

O disco, com sambas de Paulinho da Viola, Moacyr Luz, Xande de Pilares e seus, venceu o do autor baiano (Terreiros), que, ao saber que concorria com uma "não-sambista", pedira ao criador e diretor geral do prêmio, José Maurício Machline, que seu disco fosse retirado da categoria - não foi atendido. 

Leia mais 

"Para mim, essa história se encerra aqui. Eu sou "roqueira". Essa liberdade conquistei com muitos anos de trabalho. Gravei sambas como um agradecimento ao gênero. Vida longa a quem tem amor do coração!", disse a cantora na saída da cerimônia, à qual foi com um provocador broche dos Rolling Stones (o da língua para fora) preso à roupa. 

Ontem, por telefone, o compositor de sucessos de Zeca Pagodinho, como Água da minha sede (com Dudu Nobre), e Samba pras moças (com Grazielle Ferreira) classificou os prêmios dados a Zélia "uma violência ao samba". "Ela é roqueira, e ganhou porque o projeto é do Machline, que é um canalha bem vestido, com roteiro dela. Samba tem que haver compromisso". Para Machline, conceitos cristalizados, como os de Roque, estão "fora de moda".

Compartilhar
Ediminas S/A Jornal Hoje em Dia.© Copyright 2022Todos os direitos reservados.
Distribuído por
Publicado no
Desenvolvido por