Um grupo de dança que não é mais apenas da cidade de Paraopeba, município da região Central de Minas Gerais, mas de todo o Estado. Assim o coreógrafo Alan Keller define a sua Paraopeba Cia. de Dança, que encerra turnê por dez cidades mineiras amanhã, com exibição inédita em Belo Horizonte, no Teatro Corpo.
 
Com o espetáculo TCHIBUM, uma onomatopeia para a queda d’água, a companhia dá prosseguimento à tradução de temas sociais em performances de dança contemporânea. É o caso da coreografia Efeito Cascata, que a ala jovem do grupo levou a Joinville e foi premiada pelo terceiro ano consecutivo na categoria Dança Sênior Contemporânea, no tradicional festival de dança da cidade catarinense. 
 
paraopeba

Grupo nasceu como companhia social em 2005 e já percorreu o mundo

 
Se aquela apresentação tinha enfoque na tragédia de Brumadinho e nos efeitos ambientais sentidos no rio Paraopeba, o assunto representado em movimentos com TCHIBUM, que já esteve nos palcos de Alemanha, Áustria e República Tcheca, remete a eventos anteriores, do ano de 2015, sem se afastar da abordagem. 
 
“Esse número surgiu quando estávamos nos apresentando na França e ocorreu o atentado à revista ‘Charlie Hebdo’ e vivemos aquele luto, assim que voltamos ao Brasil estávamos vivendo o problema da falta de água”, lembra Alan Keller. “Então usamos do espírito satírico da revista francesa para tratar de um país com um dos maiores lençóis freáticos do mundo, em que entendemos a água como esse objeto de luxo a que cada vez menos pessoas terão acesso ”, descreve Keller, que destaca a trilha sonora francesa que dá ritmo à performance.
 
A Paraopeba leva o espetáculo a dez cidades mineiras com recursos obtidos junto ao Fundo Estadual de Cultura e foi convidada a participar do Festival de Dança do Triângulo, em Uberlândia.
 
SERVIÇO
TCHIBUM
Paraopeba Cia. de Dança
Sábado (26), às 20h
Teatro Corpo (Av. Bandeirantes, <CW-20>866 - Bandeirantes). Ingressos: R$ 15