SÃO PAULO - "A voz de Emílio Santiago era mais suave que a de Nat King Cole", escreveu o crítico de música do jornal "The New York Times", em um artigo publicado em 24 de abril de 2009, na edição impressa do jornal.

Santiago se apresentou na noite de 23 de abril daquele ano, ao lado de Dori Caymmi, filho de Dorival Caymmi, no BossaBrasil Festival, em Nova York. Entusiasmado, o crítico classificou o show como "um diálogo íntimo musical, suave e ao mesmo tempo áspero".

"A suavidade incorporada por Santiago, apelidado de Nat King Cole do Brasil [1919-1965], tem sido sua marca desde meados dos anos 1970. Sua voz é mais rica e profunda do que a de Cole e a comparação é aplicável apenas ao se considerar que ambos são cantores "polidos'. Santiago é um "sambista muscular'", descreveu Stephen Holden, em referência ao cantor e músico de jazz norte-americano, que imortalizou canções como "Mona Lisa", "Stardust" e "Unforgettable".

O crítico destacou, ainda, a mistura de romantismo e a maturidade da interpretação de Emílio Santiago. "Nas interpretações de Emílio Santiago, o narrador não era um adolescente ansiando por uma menina que passa por Copacabana, mas um homem vigoroso celebrando a força da vida, o prazer da beleza e da intensidade do desejo."