Durante parte do primeiro semestre de 2019, os músicos Mônica Salmaso, Guinga, Teco Cardoso e Nailor Proveta excursionaram pelo Japão. Foi lá onde o quarteto gravou um álbum, com metade de seu track list tirado de uma apresentação ao vivo, em abril do ano passado, com a outra fatia de sessões registrada no estúdio Saidera Mastering. O material, intitulado “Japan Tour 2019”, já foi disponibilizado em terras nipônicas, mas o mesmo não aconteceu no Brasil. Ainda!

“O álbum vai sair pela Biscoito Fino. Já está tudo pronto, e já teria saído, se não fosse a quarentena”, lamenta Mônica. “É esperar as coisas se normalizarem. E, depois, fazer alguns shows de forma presencial, mas tudo ainda por decidir”, destaca a cantora, que, naquela ocasião, desembarcava no Japão pela segunda vez para concertos.

Não apenas essa bolacha segue “arquivada” em âmbito nacional, como também outros projetos da artista paulista, convidada desta quarta-feira da live “Dando Corda”, a ser transmitida pelo Instagram da Orquestra Sesiminas Musicoop, às 21h30. No entanto, essa espera não abala a cantora neste período de pandemia.

“Criativamente estou muito viva, primeiramente por conta do ‘Ô de Casas’”, destaca, a respeito do projeto online em que a cantora convida outros artistas para executar obras musicais, cada um em sua respectiva casa. “Me mantenho na ativa em relação ao encontro com outras pessoas. O repertório se amplia”, diz.

Além disso, Mônica vai adaptar para o formato on-line um tributo que faria ao vivo para aquela que considera “a maior professora de canto da música brasileira”. “Começamos a trabalhar em um show em homenagem a Elizeth Cardoso. Faríamos na semana após ao fechamento dos teatros, mas agora faremos de forma digital. Será editado; estamos trabalhando nisso agora”, relata.

Existem outras empreitadas no papel, mas sem previsão de serem colocadas em prática, em função da pandemia. “Quando voltar a possibilidade de shows ao vivo, faremos o final da turnê de ‘Caipira’ (disco da cantora, de 2017), esse show (em homenagem) a Elizeth, homenagem ao Wilson Baptista... Não faltam projetos, o que falta é a realidade de nos deixar fazer esses projetos”, finaliza.

Mônica Salmaso