“Afromineiridade”, funk setentista, soul e afrobeat; ancestralidade, empoderamento feminino e luta contra o racismo. Esses são alguns dos ingredientes sonoros e temáticos do inspirado caldeirão artístico do Cromossomo Africano. O grupo mineiro lança o disco “Eutu Ubuntu” na terça-feira (14), em um show cheio de participações no Teatro de Câmara do Cine Theatro Brasil Vallourec.

Terceiro trabalho de estúdio, “Eutu Ubuntu” reforça a mensagem de união e reconhecimento da alteridade que norteiam o discurso do Cromossomo Africano. Segundo o guitarrista Ricardo Cunha, o sucessor de “Pangeia” (2015) eleva o conceito explicitado no nome do grupo. “Fazemos referência à música de matriz africana e, ao mesmo tempo, homenageamos as raízes mineiras, sem perder a pegada funky soul, base do ambiente sonoro que nos identifica”, afirma. 

O músico destaca as faixas em parceria com o Tambor Mineiro, que contribuíram com a essência do disco. “Contamos também com a participação de Sérgio Pererê, Eduardo DW e Hironaky, todos artistas de BH que admiramos muito”, sublinha. “Sempre fomos fãs do Tizumba e do Pererê, que é uma espécie de guru para nós. DW é um grande poeta, MC, ativo em vários projetos na cidade. E Hironaky foi um nome óbvio, por ser mestre do beatbox, quando pensamos numa faixa somente com bocas”, explica. 

Segundo Cunha, as letras trazem um discurso de contestação, mas também deixam mensagens de consciência e positividade. O músico ressalta, também, as expectativas para o show, que tem direção artística da vocalista e líder Michelle Oliveira. “Ao todo, são quase 30 pessoas envolvidas. Com certeza, será um marco na nossa caminhada”, finaliza.

Serviço: Cromossomo Africano lança "Eutu Ubuntu". Terça-feira (14), às 20h, no Teatro de Câmara do Cine Theatro Brasil Vallourec (Avenida Amazonas, 315 - Centro). Os ingressos custam R$20 (inteira) e R$10 (meia).