O ano de 2014 promete ser especial para a carreira de Menote Cordeiro nas artes plásticas. Depois de passar muitos anos envolvido com trabalhos de designer gráfico e ilustrador para a publicidade e projetos culturais, há seis anos ele vem se dedicando apenas aos quadros. Chegou a hora de compreender melhor sua essência, sua linguagem. 
 
“Trabalhei muito tempo com publicidade e projetos culturais. Pude expandir meu conhecimento em relação a técnicas e estilos para atender a um mercado que pede inovação a todo momento. Agora, estou passando pelo processo contrário, estou me filtrando, buscando a minha essência, em vez de expandir”, afirma o artista de 41 anos que se mudou há duas décadas de Janaúba, no Norte de Minas, para Belo Horizonte. 
 
Algo que tem colaborado para essa busca da essência são os e-books que ele disponibilizou em seu site, www.menote.art.br, nas últimas semanas – o mais recente chama “Mar de Caymmi”, com obras e estudos que culminaram na jovem obra que ilustra essa página. 
 
Ao organizar seus trabalhos nos livros virtuais, ele acaba tendo nova visão sobre a própria linguagem. “Por meio desses e-books, de certa forma, consigo me entender melhor. Estou criando uma base para algo que estará mais definido para mim este ano”.
 
Mercado
 
Em pouco tempo de dedicação exclusiva aos quadros, Menote já alcançou uma boa colocação no mercado. Criou obras sob encomenda para órgãos importantes, como a Rede Nacional de Paleontologia, o Conselho Mundial de Águas (da Unesco) e o Tribunal Superior do Trabalho – onde está uma obra de 20 metros intitulada “Tempo de Ipê”. 
 
Até mesmo Mikhail Gorbachev, o homem que buscou o fim da Guerra Fria enquanto comandou a União Soviética, ganhou um quadro de Menote, a convite da Green Cross International. Seus quadros também já compuseram cenários de novelas da Globo, como “Aquele Beijo”, Tititi” e “Salve Jorge”.