Dez mãos, um piano e sons que enchem uma sala inteira, resultado do trabalho desenvolvido pela premiada PianOrquestra. Recém-chegado de uma turnê pela Europa, o grupo desembarca em Belo Horizonte quinta-feira para apresentar o inédito “Timeline”.

“Esse é o primeiro espetáculo que estamos fazendo”, conta o diretor artístico e músico Cláudio Dauelsberg. Ele explica que diferentemente das apresentações anteriores, “Timeline” coloca em cena diversas linguagens artísticas.

“É uma produção que tem começo, meio e fim. Tem telão, dança, movimento, coreografia, iluminação cênica. Tem uma liberdade cenográfica que convida o público para uma viagem no tempo”, sublinha ele, destacando ainda os recursos visuais da apresentação. “Tem todo um cuidado de movimentação e uma estética muito plástica”.

Para esse passeio sonoro e visual, os músicos trazem um repertório variado, com obras de compositores brasileiros, como Villa Lobos, Claudio Santoro e Pixinguinha, além de representantes da cena pop como os Beatles, Queen e Michael Jackson. 

A música de mineiros como Toninho Horta e Milton Nascimento completa o setlist. “A gente é muito fã da música mineira. Não falo isso como demagogia. O nosso repertório sempre tem músicas de grandes mineiros. A composição mineira se adapta muito bem à PianOrquestra porque ela tem uma harmonia sofisticada, melodias lindas”, elogia Dauelsberg. 

O espetáculo desta quinta-feira será a terceira apresentação do grupo carioca em Belo Horizonte –em 2016, a PianOrquestra dividiu o palco com a cantora paulista Tulipa Ruiz durante o Festival Sunset, e no ano passado fez uma apresentação no CCBB. 

“Quando nos apresentamos em 2017, os ingressos se esgotaram em 30 minutos. Então, agora é uma nova chance para aqueles que não tiveram a oportunidade de ir”, convida o músico. 
Trajetória

Criada em 2003, a PianOrquestra é conhecida pela qualidade musical e originalidade do trabalho que envolve quatro pianistas e uma percussionista dividindo um piano especialmente preparado para a empreitada. 

“No início, algumas pessoas olhavam com reticência, pensavam que devia ser uma bagunça, mas existia também uma turma que pensava que podia ser legal”, rememora Dauelsberg.

Levando tempo e muitas tentativas para se consolidar, o grupo por pouco não saiu do papel. A história mudou quando a PianOrquestra venceu o Prêmio Rumos Itaú Cultural, em 2005. 

“A gente percebeu que estava seguindo o caminho certo. Depois ganhamos vários prêmios, viramos tese no Japão e passamos por importantes palcos da Europa e do Brasil”, comemora Dauelsberg. 

SERVIÇO
PianOrquestra apresenta “Timeline”, quinta-feira, às 21h, no Cine Theatro Brasil Vallourec (Avenida Amazonas, 315 – Centro). Ingressos R$ 60 (inteira) e R$ 30 (meia)