Desafiada por Daniela Mercury, Anitta adere ao #EleNão e esclarece: 'Não apoio Bolsonaro'

Da Redação
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23/09/2018 às 19:33.
Atualizado em 10/11/2021 às 02:36
 (Reprodução)

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Desafiada por Daniela Mercury a se posicionar, a cantora Anitta declarou que não apoia o presidenciável Jair Bolsonaro (PSL). Em um vídeo publicado em sua conta no Instagram, na tarde deste domingo (23), a carioca disse que adere à campanha #EleNão, movimento das mulheres contra o candidato, que começou na internet e irá para as ruas no próximo sábado (29), em todo o Brasil.

A declaração veio em resposta ao vídeo publicado por Daniela Mercury na mesma rede, também neste domingo. "Eu gostaria de desafiar minha amiga Anitta para apoiar o movimento #EleNão. Vamos Anitta?", disse a baiana.

Em resposta, Anitta esclareceu que nunca apoiou o presidenciável, conhecido por declarações machistas, racistas e homofóbicas. "Eu quero aproveitar essa oportunidade para deixar claro para vocês, de uma vez por todas, que eu não apoio o candidato Bolsonaro. Eu também quero deixar claro que em momento nenhum desmereci a hashtag", afirmou a cantora, reiterando que suas atitudes cotidianas também mostram a luta contra o preconceito e em favor das minorias.

Em meia hora, a publicação já tinha quase 700 mil visualizações e milhares de comentários, na maioria elogiando a atitude de Anitta, que convocou outras três cantoras para participar da campanha. "Como eu sou a favor da democracia, eu apoio sim o uso da hashtag #EleNão e quero desafiar, para essa campanha, Ivete Sangalo, Claudia Leitte e Preta Gil", completou, sem declarar seu voto nestas eleições.

Polêmica

A polêmica sobre um suposto apoio de Anitta a Bolsonaro surgiu na última quarta-feira (19), quando a artista afirmou em sua conta no Twitter que não iria falar sobre política e tão menos abrir seu voto. "Não quero ser obrigada a fazer campanha política quando não foi esse o trabalho que escolhi", disse.

A declaração veio após a pressão do movimento  #OpPinkMoney, criado por membros da comunidade LGBTQ+ para cobrar posicionamento de artistas que possuem a comunidade como público, como no caso de Anitta. 

A partir daí, a cantora começou a ser cobrada pelos fãs, que perceberam que ela havia curtido publicações de uma apoiadora do candidato do PSL. "Hoje eu comecei a ser atacada, xingada e ameaçada porque eu segui uma amiga que expôs publicamente a sua intenção de voto. Eu não gostaria de ter que parar de falar com ela por causa da posição política dela", declarou a cantora no Instagram.

No embalo da polêmica, o filho do presidenciável, Flávio Bolsonaro, afirmou nas redes que apoiava a atitude de Anitta. De pronto, a cantora publicou um novo vídeo, dispensando "qualquer mensagem de apoio a candidatos ou afiliados".

“Eu disse que eu não voto em candidato machista, eu não voto em candidato homofobico, racista e por ai vai. A gente vive em uma democracia, eu respeito a escolha de voto de todo mundo, eu não vou participar de jogo politico e mais uma vez repito, que eu não gostaria de ver a minha imagem atrelada a isso”, colocou. 

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