Oriundo do Triângulo Mineiro e trilhando o caminho do rock, o Baltazares alcançou reconhecimento na região e em outras partes do país, com direito a shows ao lado de Pato Fu, Charlie Brown Jr., Capital Inicial e Tico Santa Cruz, entre outros, e o lançamento de álbuns. Tudo isso antes de entrar em hiato a partir de 2016. Foi a deixa para Márcio Andréas, um dos integrantes do grupo, dar início à sua carreira solo.

Quatro anos depois de sua estreia, com “Cada um na Sua Galáxia”, o cantor e violonista volta à cena com seu segundo registro, “O Jardim”. “Acho que é um trabalho mais maduro, principalmente as letras. Não tenho uma fórmula para compor. Às vezes (as letras) vêm de uma situação que presenciei ou vivi, uma frase que ouvi de alguém na rua... E por aí vai (risos)”, descreve Andréas, que, no entanto, faz um desabafo.

“Ultimamente, principalmente essa nova geração não tem muita paciência para prestar atenção nas letras, preferem coisas já mastigadas. Isso incomoda um pouco. Espero que que as pessoas ouçam a música e também se identifiquem de alguma forma com o que estou dizendo”, ressalta.

Assim como no debute, o músico percorre por caminhos distintos ao som praticado pelo Baltazares. Em “O Jardim”, há elementos vindos do rock, mas também de várias esferas da MPB e de outros estilos, como o blues e o folk.

Márcio Andréas

“Ser artista solo me deixou mais livre. Quando se tem uma banda e se define o estilo, é natural que o som fique mais engessado naquilo que a banda se propõe a fazer. Senti como artista solo que posso experimentar mais, ousar mais, sem regras ou limites. Acho que estou conseguindo minha originalidade aos poucos”, destaca.

Futuro

Impossibilitado de fazer shows, por conta da pandemia do novo coronavírus, o artista está focado em novas composições. “Já gravei duas mais: ‘Foi por Você Amor’ e ‘Refugiado em Abbey Road’, que farão parte do novo trabalho, em 2021. Entrarei em estúdios nos próximos dias para gravar”, relata.

Márcio Andréas