No dia 2 de abril de 1805, nasceu o escritor dinamarquês Hans Christian Andersen, o responsável pela adaptação para a linguagem infantil de famosas fábulas, como "O Patinho Feio" e "A pequena Sereia". Em sua homenagem, sempre em seu aniversário, celebra-se o Dia Internacional do Livro Infantil.

Para lembrar a data, a equipe do Hoje em Dia convidou alguns escritores para contarem quais foram os livros mais marcantes durante a infância. Confira:

Leo Cunha
(autor de “Os Dois Porquinhos e Meio”)
“Como eu vivia na livraria da minha mãe, é quase impossível escolher um só. Vou dizer 'Ou isto ou aquilo', da Cecília Meireles. O ritmo dos poemas, a musicalidade, os jogos de palavra, tudo isso me deixava fascinado. Certamente foi um dos livros que me levou a escrever poesia, quando cresci”.

Afonso Borges
(diretor do projeto Sempre um Papo)
O livro mais marcante da minha infância não foi Monteiro Lobato nem Irmãos Grimm, mas foi 'O Menino do Dedo Verde', de Maurice Druon. Isso de o menino poder transformar os jardins destruídos, ter o poder de com o dedo plantar, marcou a minha infância. Me inspirou muito”.

Leida Reis
(diretora da Páginas Editora)
“O livro mais marcante de minha infância foi "O caso da borboleta Atíria", de Lúcia Machado de Almeida, da coleção Vagalume. Eu nunca havia lido um livro de suspense, com mistério e assassinato. Para mim, aos 9 ou 10 anos (não me lembro ao certo) foi uma descoberta marcante, a descoberta de que o livro poderia me levar para uma aventura emocionante. Eu vivia numa fazenda; então o universo dos insetos me era familiar, mas a imaginação que a autora coloca ao criar a trama me despertou para as possibilidades da escrita. Nunca esqueci esse livro”.

Luis Giffoni
(autor de “Os Pássaros são Eternos”)
“Os Doze Trabalhos de Hércules', do Monteiro Lobato. Esse livro me introduziu na mitologia grega, pela qual fiquei fascinado. Depois li outros livros, mas esse fascínio continua até hoje. Nos meus livros, muitas vezes me valho dá mitologia grega, como no mais recente, 'O Hacker do Tempo', uma novela para jovens”.

Olavo Romano
(autor de “Um Presente para Sempre”)
“Depois de Eva-viu-o-ovo, Ivo-viu-a-uva, Monteiro Lobato, de tão familiar, parecia um avô contando história no serão da fazenda. Então vieram Lila, Lola, Juca e Joca, quatro coelhinhos que viviam numa toca no quintal do Seu Brandão. O encantamento daqueles longes prenunciava Riobaldo Tatarana, o Urutu Branco”.

Ana Paula Pedrosa
(autora de “O Gênio Preguiçoso")
“Os Três Porquinhos', porque foi o primeiro livro que eu li. Eu me lembro muito bem, porque foi importante para mim, eu queria muito aprender a ler. E foi o primeiro livro que eu consegui ler sozinha. Lembro até onde eu estava em casa quando li. Ali, abriu um mundo”.