Pouco importa se uma pintura foi feita com óleo, aquarela ou guache. “Indiferentemente da técnica, a obra precisa ser apreciada e entendida como um todo”, registra o cineasta mineiro Guto Aeraphe, que recorre à pintura para falar da experiência de fazer filmes para cinema e para a internet.
À frente de uma oficina de roteiro que será realizada durante a etapa Serra do Segundo Circuito Cinematográfico de Periferia, com início hoje, Aeraphe destaca que o prazer de ver um filme na sala escura é único, mas que não podemos nos prender a uma técnica apenas.

“Faço filmes para multiplataformas, que podem ser exibidos nos cinemas ou em qualquer outra plataforma”, salienta o diretor nascido em Itaúna, que ganhou prêmios internacionais ao vislumbrar, a partir de 2006, um mercado em potencial.

Segredos
“O grande barato é entender esse público e estar em todos os meios”, relata Aeraphe, que ensinará, na oficina, alguns desses “segredos” para cativar plateias eletrônicas. “É preciso saber aproveitar as ferramentas que a internet nos dá, contando a sua história da melhor maneira”, afirma.

O realizador começou produzindo, principalmente, webséries com cara de superprodução para o YouTube. Um dos trabalhos dele foi “Heróis”, de 2011, que transformou Itaúna no palco de batalha da Segunda Guerra Mundial. “Não parei mais e fui aperfeiçoando este modelo de produção”.

Este modelo tem nome: “caixa criativa”. Baseado em teorias de grandes autores de roteiro, ele permite que, num formato lúdico, pessoas sem experiência anterior possam desenvolver histórias e personagens.

A etapa do Circuito Cinematográfico no bairro Serra contará com a exibição, às 19h, de curtas-metragens na Rua Falcão, 145.O curso de roteiro começará na segunda-feira, e será de 19h às 22h, na Escola Municipal Professor Edison Pisani. Todas as atividades são gratuitas.