É como se fosse um Cirque du Soleil oriental. O Circo da China viaja pelo mundo com vários espetáculos simultaneamente, apresentando sua tradicional escola de acrobatas (o Shenyang Acrobatic Troupe), hoje com mais de 200 profissionais. 
 
Um dos mais novos trabalhos é “A Jornada do Panda Sonhador”, que, depois de passar por São Paulo, chega hoje a Belo Horizonte, permanecendo até domingo no BH Hall. “Foram quatro, cinco anos para montarmos tudo, dos cenários aos ensaios”, explica Zhong Li, vice-diretora da companhia.
 
Ela atendeu à imprensa mineira na manhã de ontem, quando cinco dos 15 números foram apresentados. A queda de uma ciclista e a execução incompleta de um movimento, feito por uma acrobata, foram justificados pela adaptação ao palco.
 
Os erros não tiraram a exuberância do espetáculo, que conta a história de dois pandas preguiçosos e ambiciosos enviados do mundo das fadas para outro lugar, onde terão que aprender palavras como respeito, compreensão e resistência.
 
É a primeira vez do espetáculo no país, mas a trupe vem regularmente ao Brasil há 17 anos, já tendo se apresentado em BH. Dessa vez o elenco não deverá ter tempo para conhecer os principais pontos turísticos da cidade.
 
Os artistas praticam de 6 a 8 horas por dia, além de fazerem as apresentações. Com eles viajam um cozinheiro e um professor que ministra aulas básicas de Chinês, Matemática, Geografia e História. Depois de BH, eles viajam para o Rio de Janeiro, seguindo depois para Peru, Uruguai, Chile e Paraguai.
 
Serviço: “A Jornada do Panda Sonhador” – Hoje e sexta, às 21h, sábado, às 17h e 21h, e domingo, às 16h e 20h, no BH Hall (Av. Nossa Senhora do Carmo, 230). Ingressos: de R$ 30 a R$ 140.