O final de semana vai ser de samba em Belo Horizonte, com shows de Diogo Nogueira, Teresa Cristina, Serginho Beagá e Roberta Sá.

Cartola ganha homenagem hoje, às 21h, no Teatro Bradesco (rua da Bahia, 2244). Quem dá voz aos grandes sucessos do poeta carioca é Teresa Cristina, em espetáculo intimista com Carlinhos Sete Cordas. “Os mineiros podem esperar um show lindo, um repertório incrível. Darei o melhor de mim, podem ter certeza. Estou esperando por esse show em BH há mais de um ano. Agora chegou!”, comemora a cantora, que não deixa de lado questões que considera importantes – no repertório, ficam de fora canções de cunho machista.

“A demonização da mulher nas letras sempre me incomodou. Mas aí vinha uma melodia incrível, letras muito bem amarradas, a interpretação do cantor... Me relaciono com essas canções há muito tempo”, diz Teresa, que ressalta a ligação do machismo nas canções com a época vivida pelos compositores.

“Cantarei o que eu achar confortável e coerente à minha condição. Tenho certeza de que compositoras trarão outros pontos de vistas, outras queixas. A voz da mulher vem crescendo em muitas esferas, e o samba há de refletir essa voz”, completa. Ingressos a R$ 130 e R$ 65 (meia).

Outra cantora que se apresenta hoje na cidade – às 21h, no Sesc Palladium (rua Rio de Janeiro, 1046) – é Roberta Sá, que traz o repertório de seu mais recente trabalho, o DVD “Delírio no Circo”. Os ingressos custam entre R$ 15 e R$ 60.

Roberta Sá


Pra cantar e emocionar

O samba continua dando o som amanhã. Às 21h, Diogo Nogueira faz no Palácio das Artes (av. Afonso Pena, 1537) um passeio por seu repertório, sem deixar de lado sucessos mais recentes como “Tim Tim por Tim Tim”, que embala a novela “Força do Querer”, da Globo. “Estou levando para o público de BH grandes sucessos que estão presentes no meu DVD ‘Alma Brasileira’. Mas não poderia deixar de cantar músicas de outros trabalhos como ‘Malandro é Malandro, Mané é Mané’, ‘Deixa Eu Te Amar’”, diz o cantor.

As influências musicais do filho de João Nogueira não ficam de lado no repertório, que inclui canções de Zeca Pagodinho, Almir Guineto, Jorge Aragão, Leci Brandão e também Tim Maia, Djavan, Milton, Gonzaguinha e Cazuza.

“São grandes influências na minha vida! Minha mãe sempre cantarolava músicas do Milton Nascimento enquanto cozinhava, minhas irmãs ouviam Cazuza daí eu ouvia de tabela. Lá em casa a música sempre estava muito presente”, lembra Diogo.

A promessa é emocionar, mas também não deixar ninguém parado. “Abro o show com algumas canções mais recentes e aos poucos os sucessos entram no show. Tem muito samba e depois mergulho na MPB com alguns momentos bem emocionantes e, na sequência, entramos na reta final com muito partido-alto para ninguém ficar parado”, adianta. Os ingressos custam entre R$ 45 e R$ 110.

Diogo Nogueira

Prata da casa

Antes, às 16h, o sambista belo-horizontino Serginho Beagá celebra as raízes do gênero, em show gratuito no Parque Lagoa do Nado (rua Des. Lincoln Prates, 240). O músico apresenta o espetáculo “Semba Samba Cultura” e promete um encontro de gerações com sambas consagrados e conhecidos pelo público.

“Tem muita emoção. O repertório é um apanhado das minhas obras conhecidas, gravadas por grandes nomes. É uma concretização da minha trajetória”, afirma ele, que já teve suas composições gravadas por artistas como Neguinho da Beija-Flor, Leci Brandão, Demônios da Garoa e Aline Calixto.

Sewrginho Beagá