Neste sábado (23), a partir das 18h30, em seu canal no YouTube, a dupla mineira Alan e Alex vai “passar a limpo” sua trajetória musical, iniciada há duas décadas e meia que retorna ao cenário da música sertaneja após quatro anos. Nesta entrevista para o Hoje em Dia, Alex conta mais detalhes da live e dessa história. 

Nos fale sobre esse retorno da dupla e, consequentemente, da live. Nos dê um panorama geral da transmissão deste sábado.
Vamos relembrar nesta live alguns dos nossos sucessos, músicas próprias, músicas que outros artistas gravaram e que são de nossa autoria... E relembrar os shows, as noitadas de BH e Região. Fomos enraizados na capital mineira. A gente queria dar esse presente ao nosso público, fazer os fãs relembrarem tudo o que viveram com a gente, relembrar a década de 90 e o início dos anos 2000 até 2015, quando estávamos mais firmes e em atividade. E vamos brindar a volta do nosso projeto, já que demos uma pausa, e cada um foi para seu lado. Eu tive outra dupla (com a cantora Luciana Fossi), um outro projeto, e o Allan teve um projeto solo. Nesta retomada, mostramos também duas músicas inéditas, que serão lançadas na live e, depois, disponibilizadas.

Vocês fariam uma turnê deste retorno neste ano. Acaba que a live ocupará este lugar, em função da pandemia do novo coronavírus, certo?
Essa pandemia prejudicou muitos artistas, nossa área é uma das mais afetadas, pois dependemos de aglomeração de pessoas. Vamos precisar de um tempinho bom para retornar aos shows, mas não podemos reclamar. Vamos usar o tempo para dar uma reciclada, elaborar novas composições, preparar single, novo DVD e, depois, quando tudo se normalizar, um novo show muito legal.

Podemos dizer que a live também é uma espécie de comemoração de 25 anos da dupla?
Bem, começamos há 25 anos, em 1995. Tivemos essa parada agora de quatro anos (entre 2016 e 2020), então, apesar de serem 25 anos desde o nascimento da dupla, estivemos em atividade uns 20, 21 anos. Mas de qualquer forma será bem legal. Teremos tempo de mostrar nossa história. Se fosse em um DVD não teria como contar tudo. Mas em uma live de três a quatro horas é mais possível.

Quais as maiores vitórias ao longo da trajetória da dupla?
As maiores vitórias foram as gravações. Depois do primeiro disco vieram três DVDs muito importantes. Tivemos participações em DVDs também, ganhamos disco de ouro, platina... Essas são nossas grandes vitórias. E o fato de termos composições nas vozes do Eduardo Costa, César Menotti & Fabiano e tantos outros. E, graças a Deus, andamos bem aparados. Várias pessoas nos ajudaram e nos ajudam até hoje.

Alex, e como foi para você a parceria com a Luciana Fossi em 2019, na qual muitos artistas também participaram?
Foi muito legal ter feito esse projeto paralelo. Gravamos em Uberlândia e tivemos a participação de vários artistas, que são amigos e padrinhos também, padrinhos de casamento, fazem parte da minha vida pessoal. Não foram convidados por serem artistas de renome, mas por serem amigos que fazem parte da minha vida. Foi massa, lançamos o material, e isso somou muito.

Alan e Alex

Voltando à dupla com Alan, nos fale do entrosamento e do contraste de vozes entre vocês. 
É muito legal. Um tem a voz mais aguda, e o outro, mais grave. A gente até brinca que se um passar mal, o outro consegue fazer o show sozinho (risos). Não é o caso de outros artistas, em que um depende do outro. Nosso caso é diferente. Ele não depende de mim, e eu não dependo dele, mas juntos conseguimos fazer esse resultado.

Mas já rolou isso, de um ter que “fazer o show sozinho”, porque o outro não estava num dia legal em termos de voz?
Muito pouco. Aconteceu raríssimas vezes, porque sempre fomos muito firmes, nunca tivemos problemas de garganta. Somos muito disciplinados e temos sempre uma carta na manga. 

Você citou artistas que gravaram suas canções, como é o caso de Eduardo Costa, Sérgio Reis, Gino & Geno e tantos outros. O quanto isso representa para vocês como compositores e artistas?
É muito legal, faz muita diferença. É importante como artista, dupla e realização pessoal. E todo artista quer também ouvir sua música em rádios, TVs... Só nos trouxe coisa boa.

Vocês pensam em fazer mais composições a outros artistas em um futuro breve?
Não, porque eu e o Alan não estamos focados em compor para outros. Temos várias composições, pode ser que alguma se encaixe a algum artista, mas não é foco. O foco é compor para nós, nossa música.

De que forma você analisa o atual cenário da música sertaneja?
É o número 1 do Brasil, a única música que perdurou. O axé, infelizmente, virou o que virou, o rock nacional a mesma coisa. O pagode conta com quatro ou cinco peças. E a música sertaneja tem 15 a 20 grandes artistas, tem mais shows, é o estilo que mais investe, que mais trabalha rádio e mídias sociais, que mais interage com seus fãs... Isso há 15, 20 anos.

E quais os planos para o futuro? Podemos esperar mais lives?
Vamos trabalhar o streaming, clipes, redes sociais, fazer nossas próprias lives, já que não há como nos apresentar às massas no momento. Projetamos uma próxima live para o final de junho em São Paulo. Dançamos conforme a música.