Mesmo antes de ser lançado, o documentário "Leaving Neverland", que fala sobre supostos abusos sexuais cometidos por Michael Jackson, já tem gerado polêmica. Os responsáveis pelo espólio do cantor publicaram um comunicado, na última quinta-feira (10), acusando o filme de tentar lucar às custas da fama do Rei do Pop.  

O documentário conta a história de dois homens, Wade Robson e James Safechuck. Atualmente com cerca de 30 anos, eles garantem terem sido acolhidos no famoso rancho Neverland e abusados sexualmente pelo artista quando eram crianças.

A estreia do filme acontece ainda em janeiro, no festival de cinema independente Sundance. Em seguida, haverá transmissão exclusiva para os canais HBO e Channel 4.

No comunicado, o espólio do cantor afirma que o filme é "mais uma produção sensacionalista em uma ultrajante e patética tentativa de explorar e faturar às custas de Michael Jackson.”

O diretor de "Leaving Neverland", Dan Reed, respondeu com uma nota em que defende a veracidade das histórias contadas pelos entrevistados. "As vozes dos sobreviventes precisam ser ouvidas”, disse o documentarista.

Falecido em 2009, Michael Jackson foi absolvido em 2005 numa ação criminal movida na Califórnia, nos Estados Unidos, que o acusava de molestar outro garoto, de 13 anos. Na ocasião, Robson foi uma das testemunhas de defesa. Tanto ele quanto Safechuck processaram o espólio do artista depois de sua morte, mas ambos perderam as ações.