"Nunca é a mesma coisa", justifica a advogada Solange Guerra, de 56 a nos, ao explicar a razão de ver o mesmo show de Paul McCartney tantas vezes - no Mineirão, será a 13ª vez que ela e a amiga e tradutora Ana Lúcia Suave, de 43, estarão na plateia da turnê "One on One".

"Depende muito do ambiente e da interação do público. Paul acompanha o ritmo das pessoas, brincando com os gritos da plateia e até fazendo pequenas músicas em cima do que houve", salienta Ana Lúcia, que se hospedou no mesmo hotel do artista (o Ouro Minas) na expectativa de vê-lo de perto.

Assim como vários outros fãs que fizeram reservas no hotel, elas não tinham visto nem sinal do beatle. A informação dos seguranças era de que ele estava em São Paulo e viria para BH quase na hora do show. Dá para confiar? "Às vezes sim. Paul tem três esquemas diferentes, o A, B e o C, e até os seguranças dele não sabem qual será", registra Solange, com a experiência de quem já viu quase 50 shows do pop star.

Já aconteceu de o sir se atrasar - algo raro em se tratando de ingleses - e chegar depois do horário marcado para o show. "Foi em Chicago. O avião não teve teto para pousar", recorda Ana Lúcia, que soma 42 shows de Paul até agora. Apesar de serem paulistanas, ela e Solange se conheceram em Liverpool, na Inglaterra, em 2008, por ocasião de uma apresentação do beatle.

Aquele foi o primeiro show de Ana Lúcia, mas Solange estava na plateia do Maracanã quando Paul tocou no Rio, em 1990. As duas já perderam a conta de quanto gastaram até agora para acompanhar a turnê. Nos Estados Unidos, viram 10 shows num espaço de 40 dias.

Após o show no Mineirão, elas continuarão à espera de Paul no Ouro Minas, para "dar aquele toque de mão" de quando ele sai do hotel.  "É um ritual nosso. Quando estamos no mesmo hotel, sempre esperamos ele ir embora (para cumprimentá-lo)", registra Solange, que amanhã fará tudo de novo, desta vez em Salvador, ao lado de Ana Lúcia.

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