Dona de um risada de vários decibéis e cheia de histórias para contar, reunidas ao longo de quatro décadas dedicadas à música, a cantora Fafá de Belém retorna a BH para apresentação única neste sábado (6), acompanhada do pianista João Rebouças – o show no formato acústico tem sido adotado por facilitar a logística na hora de viajar.

Para marcar os 40 anos de carreira ela reuniu importantes títulos como “Coração do Agreste”, “Bilhete”, “Sedução” e “Foi Assim”. Para incrementar o repertório, Fafá traz canções de artistas que admira mas que nunca chegou a gravar, como Dolores Duran, Tom Jobim e Vinicius de Moraes. “Ainda vou cantar fado”, frisa Fafá, que vive na ponte aérea Brasil-Portugal. “Minha base é aqui. Mas costumo dizer que moro na poltrona 1A, que é mais confortável”, brinca.

Noção do ridículo

As canções mais dançantes como “Vermelho” ficaram de fora. “Com piano e voz não consigo cantar lambadas, por exemplo. Fica capenga, tenho noção do ridículo”, assegura a paraense, que guarda algumas surpresas para a noite deste sábado (6).

Suspense ela também faz em torno do disco que está em processo de gravação. Com produção dos conterrâneos Felipe e Manoel Cordeiro, seu novo trabalho – após dez anos longe de estúdios – deve chegar ao mercado em julho. “É um disco de inéditas. Ouvi muitas pessoas, principalmente de São Paulo, Pernambuco e Pará, que tem chegado forte em mim. É um trabalho que vai dar o que falar. Paro por aqui”, se limita entre gargalhadas.

O que vem por aí

Olhando para os próximos 40 anos, Fafá confessa algumas parcerias que gostaria de levar para o palco, como Ivete Sangalo. “Acho ela muito parecida comigo, pela irreverência. Maria Rita é outro nome, porque fui muito amiga de Elis. Adoraria ter gravado com o Chorão. E quem sabe Adele... a louca né”, finaliza – entre risos, claro!

Fafá de Belém – Piano e voz. Teatro Bradesco (rua da Bahia, 2244). Neste sábado (6), às 21h. R$ 130 (inteira)