A voz inconfundível que entoa versos como “Quem dera ser um peixe”, “Quando penso em você fecho os olhos de saudade” e “Quando a gente tenta de toda maneira dele se guardar” completa 45 anos de carreira, às vésperas de Raimundo Fagner chegar aos 70 de idade. A apresentação única em Belo Horizonte será neste sábado, no Grande Teatro do Palácio das Artes, quando os sucessos parafraseados acima, respectivamente “Borbulhas de Amor”, “Canteiros” e “Revelação”, farão parte do repertório do ilustre filho da cidade cearense de Orós.

Na esteira de um ano marcante, Fagner aproveita para realizar uma sessão de autógrafos da biografia autorizada “Raimundo Fagner: Quem me Levará Sou Eu”, de Regina Echeverria, lançado no primeiro semestre do ano. O cantor lembra de ter tido a carreira impulsionada em Belo Horizonte na década de 70, quando passou uma temporada mais longa na cidade. 

“Eu me apresentava em um teatro no Centro, próximo ao Othon Palace, mas diante da lotação passamos para um espaço maior, no Teatro Francisco Nunes”, disse, lamentando não poder mais receber os amigos na suíte do hotel, fechado no fim do ano passado. “Em Minas eu me permito fazer uma leitura musical diferente, um recital de todos os meus sucessos”, conta, ao adiantar “Vento forte”, “Motivos”, “As Rosas não Falam” e “Retrovisor”. 

Mas ele guarda segredo quanto à música que abrirá o show – mistério que estende às brigas que a personalidade forte gerou ao longo da carreira, inclusive com Belchior, que morreu em 2017. “Está tudo no livro, para o qual já foi doloroso falar sobre o assunto. Lamentei muito quando ele morreu. Estávamos bem afastados porque ele estava afastado de tudo. Tenho muito orgulho do que construímos juntos, mesmo com tantas divergências”.

SERVIÇO
Sessão de autógrafos do livro “Raimundo Fagner: Quem me Levará Sou Eu” Quinta-feira (19), às 19h Leitura BH Shopping (BR-356, 3.049 - Belvedere)  Fagner e Banda, sábado, às 21h Palácio das Artes (Av. Afonso Pena, 1537, Centro) Ingressos:R$ 180 e R$ 200 (inteira)