Nem todos sabem, mas existe até um profissional específico para auxiliar aqueles que querem lançar um livro mas ainda estão se sentindo perdidos. Eles são chamados de book advisors ou consultores editorais. É o caso do paulistano Eduardo Vilella, que trabalha com escrita e publicações desde 2004 e já lançou mais de 500 títulos, de variados temas.

Para o consultor, dentre as diversas motivações para escrever um livro, a mais recorrente é “deixar um legado”. “A primeira coisa que pergunto quando alguém me procura é: ‘o que você espera deste projeto?’. Escuto várias respostas, mas a principal é a vontade de compartilhar experiências, visões de mundo, sonhos, angústias e habilidades, no caso de profissionais das áreas de gestão e negócios”, afirma Villela. 

“O livro nunca vai desaparecer. Esse mito de que as novas gerações já nascem digitalizadas é bobagem. O livro impresso exercita sentidos humanos básicos, como o tato, a visão e o olfato”
Eduardo Vilella
Book advisor 

“Os grandes clássicos surgem quando a motivação é deixar um legado. O autor faz aquilo com tanta entrega que eterniza sua obra”, continua o consultor, lembrando ainda o empreendedorismo. “Outra vontade comum é exercer influência em determinado público para obter mais clientes”, completa.

Sobre os tropeços mais recorrentes na hora de publicar um livro, Villela destaca a falta de planejamento. “A primeira coisa que o autor deve fazer, antes de sair escrevendo, é um planejamento prévio. Um roteiro detalhado, de assuntos e capítulos”, aconselha. “Sem isso, a chance é grande de ele ter um bloqueio, ficar desmotivado e acabar desistindo do projeto”.

“Definir o público-alvo também é essencial”, prossegue. “O autor não deve escrever só para ele, deve entender quem vai querer comprar e ler aquele livro e o que fará dele uma obra única”, diz Vilella.

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Motivações para lançar um livro vão além da simples vontade de escrever