Espetáculos que unem dança, teatro, música, equilíbrio e poesia abrem amanhã a semana de atividades da 19ª edição do Festival Mundial de Circo, no Teatro Galpão Cine Horto, que também sediou o evento no ano passado.

Artistas brasileiros e argentinos prometem encantar o respeitável público dentro da Mostra de Cenas Circenses, em quatro apresentações selecionadas dentre mais de 60 performances inscritas. 

Todas serão dirigidas por Chico Pelúcio, do grupo Galpão. O intercâmbio entre diferentes formas de arte é uma das marcas registradas do festival, incorporando a proposta de constante reinvenção do ofício para transformar os tradicionais números característicos do circo em espetáculos que englobam diferentes habilidades. 

“Há cerca de três anos passamos a montar espetáculos a partir de números. Números têm curta duração, de até uns dez minutos. Normalmente o artista trabalha uma técnica, como um malabarista, um contorcionista ou um trapezista e nossa ideia é justamente transformá-los em espetáculos de uma hora de duração”, conta a coordenadora do Festival Mundial de Circo, Fernanda Vidigal. “O circo tem por tradição sempre procurar se renovar, incluindo a música, a dança e a arte cênica a suas performances. É legal que muitos desses artistas passam a adotar esses espetáculos depois do festival e alguns que encaixamos na mesma apresentação se juntam depois”.

Os intervalos entre uma apresentação e outra trarão ao público números de slam e de dança de rua. De terça a quinta-feira, Pedro Sartori do Vale realizará oficinas gratuitas de acrobacia para quem já é iniciado na técnica, na Brava Escola de Circo, no bairro Santa Lúcia, dentro da programação do festival, que recebe inscrições pelo site. Em 31 de agosto e 1º de setembro, o encerramento ficará por conta do belo-horizontino radicado na Finlândia Luis Sartori do Vale, irmão do acrobata Pedro.

Luis se apresenta com Mira Ravald em “Portmanteau”, que mescla de circo, dança, artes visuais e música ao vivo com percussionistas de Belo Horizonte. “É visualmente uma beleza, e significativo porque hoje a Finlândia é o país que mais investe em circo”, garante Fernanda Vidigal.<EM>

História
Fernanda Vidigal divide a coordenação do festival com Juliana Sevaybricker desde 2001, quando criaram um formato então inédito na América Latina. O evento foi realizado todos os anos em BH, exceto em 2015, e simultaneamente ocorreu em 16 cidades do interior de Minas e outras capitais como Rio e Recife. Já pensando em 2020, ela promete uma edição especial e maior para celebrar os 20 anos do evento.

SERVIÇO
19º FESTIVAL MUNDIAL DE CIRCO  24 de agosto a 1º de setembro (sábados, às 19h, e domingos, às 21h)
Galpão Cine Horto (rua Pitangui, 3.613 – Horto) Ingressos: R$ 30 (inteira) e R$ 15 (meia) Oficina gratuita de Acrobacia 27, 28,29 de agosto (9h às 12h) Brava Escola de Circo (rua Kepler, 810 – Santa Lucia) Inscrições no site www.festivalmundialdecirco.com.br