Entre sábado (31) e terça-feira (3), a Filarmônica de Minas Gerais realiza o 12º Laboratório de Regência, atividade pioneira no Brasil, que possibilita a jovens regentes ter, sob sua batuta, uma orquestra profissional e aprender, na prática, os desafios da regência.

Ana Laura Mathias Gentile (SP), Emanuelle Guedes (MT), Felipe Gadioli (SP) e Raphaela Lacerda (SP), regentes desta edição, participarão de ensaios e aulas técnicas ministradas pelo Diretor Artístico e Regente Titular da Orquestra, maestro Fabio Mechetti.

O Laboratório de Regência será encerrado com um concerto gratuito, na terça, às 20h30, na Sala Minas Gerais. O repertório do concerto será dividido entre os quatro regentes participantes. Teremos as obras O Franco-atirador: Abertura, de Weber; Abertura Trágica, op. 81, de Brahms; Semiramide: Abertura, de Rossini; e Abertura Leonora nº 3, op. 72b, de Beethoven.

O público poderá assistir ao concerto presencialmente, na Sala Minas Gerais. Para quem preferir assistir de casa, haverá transmissão ao vivo aberta a todo o público pelo canal da Filarmônica no YouTube.  A distribuição de ingressos será feita exclusivamente pela internet, limitada a 2 ingressos por CPF. Não haverá distribuição de ingressos no momento do concerto. A ocupação da Sala Minas Gerais está limitada a 393 pessoas, o que corresponde a 26% da sua lotação total (1.493 lugares).

Aulas práticas e teóricas

O Laboratório consiste em aulas teóricas e práticas. Os regentes recebem orientações teóricas e técnicas do maestro Fabio Mechetti e as praticam em ensaios com a Orquestra.  Segundo o maestro Fabio Mechetti, Diretor Artístico e Regente Titular da Filarmônica de Minas Gerais, “o mercado para jovens regentes brasileiros é ainda extremamente limitado, e as oportunidades para que eles se desenvolvam a ponto de ter competitividade são igualmente reduzidas. Assim, desde o início da Filarmônica, foi nosso objetivo oferecer algo inusitado e pioneiro no Brasil, que é esta semana em que esses jovens têm a oportunidade de trabalhar diretamente com uma das melhores orquestras profissionais do Brasil, preparando, na prática, um concerto. Nestes doze anos de Laboratório conseguimos identificar vários talentos da regência brasileira, dando a eles um embasamento singular, embora rápido, das questões técnicas, artísticas e profissionais que envolvem a carreira do regente de orquestra. Dentre estes talentos tivemos nomes como os de Marcelo Lehninger (hoje Regente da Orquestra de Grande Rapids nos EUA), Natália Larangeira (hoje Regente Assistente da Filarmônica de Buenos Aires), William Coelho (Regente do Coro da Osesp), Priscila Bonfim (Regente do Theatro Municipal do Rio de Janeiro) e nosso Regente Assistente José Soares”, ressalta Mechetti.

O Laboratório de Regência da Filarmônica de Minas Gerais é uma iniciativa pioneira no Brasil. Nas 11 edições já realizadas do Laboratório de Regência, 152 jovens regentes de todo o país viveram essa experiência com a Filarmônica de Minas Gerais. Alguns deles participaram da iniciativa mais de uma vez.

Normalmente, são selecionados para o Laboratório de Regência 4 regentes com participação ativa e 11 ouvintes. Para garantir o distanciamento social necessário à prevenção da covid-19, em 2021 só foram selecionados os regentes ativos.