Quando se fala em música mexicana, vem à mente da maioria das pessoas o mariachi. No entanto, nesta quinta-feira (28) e sexta-feira, às 20h30, a Filarmônica de Minas Gerais irá mostrar que o repertório do país é muito mais amplo do que o comumente divulgado. Sob a regência do maestro Fabio Mechetti, a orquestra trará duas noites latinas juntamente com a música nacionalista do mexicano Carlos Chávez (1899-1978), por meio das séries Allegro e Vivace, na Sala Minas Gerais.
 
Folclore 
 
“Este compositor é provavelmente o mais famoso da música erudita mexicana do século 20. Ele está para o México assim como o Villa-Lobos está para o Brasil”, compara Mechetti. O concerto terá início com a Sinfonia nº 2, “Índia”, de Chávez – fortemente marcada pelo folclore daquele país, pois foi inspirada nas grandes civilizações indígenas do antigo México. 
 
“O Chávez pesquisou a fundo a música do período pré-colombiano, tanto no que diz respeito à linha melódica quanto aos instrumentos. Ele trouxe muitos elementos nativos como as percussões, que são espécies de tambores rústicos, de diferentes tamanhos, com sonoridade semelhante aos chocalhos. Para o concerto, trouxemos versões mais modernas de tambores, mas que replicam o caráter sonoro daqueles instrumentos antigos”, afirma o regente. 
 
“As obras de Chávez são emblemáticas para o repertório de percussão. Porém, ele ainda é desconhecido do mundo como a maioria dos compositores latinos, que não têm o devido reconhecimento pela música sinfônica internacional”, diz Mechetti.
 
O sombreiro de três picos
 
A Filarmônica trará ainda a força dramática do tango argentino, com “Homenagem ao Tango”, de Binelli; as cores vívidas da música espanhola, com “Ibéria”, de Albéniz, orquestrada por Arbós; e a alegria da música de Manuel de Falla, com a Suíte nº 2 de “O Sombreiro de Três Picos”.
 
Serviço
Filarmônica – Nesta quinta-feira (28) e sexta-feira, às 20h30. Na Sala Minas Gerais (rua Tenente Brito Melo, 1090, Barro Preto). De R$30 a R$90