"Nunca imaginei que faria um filme de Natal, com neve e tudo”, confessa Luis Lobianco, protagonista de “10 Horas para o Natal”, que estreia hoje nos cinemas do país. Na história, ele é um pai de três garotos que, separado da esposa, tenta resgatar o espírito natalino da época em que a família Silva estava junta.

“É uma referência muito forte para nós. Eu cresci vendo filmes de Natal em cinemas de rua, com meus primos, na época das férias. Mas eram sempre produções americanas ou inglesas. Agora caiu na minha mão esta proposta, este absurdo incrível, e eu topei na hora”, registra o ator de Porta dos Fundos.

Lobianco ressalta que também pesou na balança para entrar no filme, dirigido por Cris D’Amato, o fato de ser voltado para o público infantojuvenil. “Já fiz alguns trabalhos para esta faixa etária e adoro”, afirma. É ele quem faz o vilão da série “Valentins – Uma Família Muuito Esperta”, exibida no canal Gloob.

“As filmagens aconteceram no ano passado e não tínhamos ideia do que estava por vir, de que teríamos um ano de 2020 tão complicado. Mas, com todas as dificuldades, o filme fala de valores que vimos agora o quanto eles são necessários, principalmente ter a família e os amigos reunidos”, destaca.

Para ele, um dos principais temas de “10 Horas para o Natal” é a importância da amizade. “As crianças estão ali correndo contra o tempo não com objetivo de os pais reatarem. Querem que eles sejam amigos e que se respeitem. O filme chega num momento em que precisamos de um pouco de leveza”.

Não faltam cenas de humor e ação, com pai e filhos tentando deixar tudo pronto para o Natal antes da chegada da ex-mulher. “Eu digo que o antagonista é o tempo. Imagine gravar estas cenas na (rua) 25 de março com as crianças. Foi uma das coisas mais divertidas que eu já fiz na minha carreira”, pontua.

“Estou vivendo um dia de cada vez. Uma coisa que aprendi neste ano é não fazer planos a longo prazo. A gente está à beira de segunda onda de Covid, a gente não sabe como tudo vai ficar”

O ator se sentiu à vontade para improvisar nas cenas de humor. “O modo contemporâneo de trabalhar é sempre de forma muito colaborativa. A gente não consegue mais fazer aquela coisa de o ator falar exatamente o que está escrito ali. Todo mundo acaba sendo um pouco coautor”, assinala.

Em cartaz na televisão com o programa “Vai que Cola”, do Multishow, que estreou nesta semana a oitava temporada, o filme é o segundo de Lobianco como protagonista – o primeiro foi “Carlinhos & Carlão”, lançado mês passado pela plataforma de streaming Amazon. 

“Já tinha feito protagonista na TV e no teatro, mas no cinema só veio agora. Espero e trabalho para que venham os bons papéis, mas também para que haja protagonismo para todo mundo; que não seja o mesmo perfil sempre. Do contrário, a gente só vai contar um tipo de história”, alerta.

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