A placa de controle de tráfego “Pare e Siga” é a metáfora para momentos da vida em que precisamos saber a hora de interromper ou prosseguir. Pode ser também usada para definir o andamento da produção do novo filme do diretor mineiro Gilberto Scarpa, não por acaso chamado de “Paresiga”.
 
Com exibição amanhã, no Sesc Palladium, a partir das 15h, o curta-metragem teve um itinerário cheio de aclives e declives. O projeto partiu como um longa sobre um caso amoroso entre dois operários da construção pesada e culminou como road-movie em que um casal põe algumas verdades para fora.
 
“Acabamos esbarrando em vários ‘Pare e Siga’ durante o caminho, com a impossibilidade de contar com atores e equipe técnica em determinados momentos para contar o que seriam quatro histórias entrelaçadas. Estamos contando apenas uma delas, sobre o amor na maturidade”, registra Scarpa.
 
Adyr Assumpção e Zora Santos formam um casal de meia-idade que viaja pela estrada durante a madrugada. Um programa de rádio faz a mulher resgatar uma questão do passado, quando a relação deles estava estremecida, e revelações acabam sendo feitas, levando-os a decidir se devem “parar” ou “seguir”.
 
Os problemas de produção sempre serviram de combustível para os filmes de Scarpa, cujo maior sucesso foi o curta “Os Filmes que Não Fiz”, uma comédia sobre os projetos que não conseguiu levar à frente. Mote que gerou um programa de entrevistas sobre as fracassadas ideias de diretores.
 
Atualmente o diretor trabalha no documentário “BH 2047”. Ele frisa que não se trata de uma referência ao recém-exibido “Blade Runner 2049”, mas uma reunião de depoimentos de pessoas sobre as expectativas delas para os 150 anos da capital mineira, que serão lembrados justamente em 2047.
 
Serviço: “Paresiga” – Amanhã, às 15h, no Sesc Palladium (Rua Rio de Janeiro, 1046). Entrada franca.