A nova versão de “O Rei Leão” estreia nesta quinta-feira apostando na memória de muitos espectadores que, em 1994, se encantaram com a história do leãozinho Simba e sua luta para retomar o posto de herdeiro real, após ser traído pelo tio, o malvado Scar. 

Para a Disney, produtora do filme, remakes são uma forma de prolongar a vida das animações, conquistando novos espectadores e trazendo de volta uma plateia que tem nesses filmes – lista recente inclui “Dumbo” e “Aladdin” – um momento marcante das próprias vidas.

“Nostalgia, em sua definição simples, representa uma carga emocional forte, que é resgatada por meio de um gatilho”, registra Celso Lopes de Souza, fundador do Programa Semente, que busca estabelecer um trabalho de formação socioemocional, usando a memória.

O psiquiatra explica que o cérebro cria várias memórias de emoção, e algumas delas envolvem filmes, músicas e outras expressões de arte. Um bom relato disso está, aliás, na animação “Divertida Mente”, que mostra o processo mental de guarda e descarte de fatos vividos.

Souza assinala que a arte é a primeira manifestação que apontou para a criação de uma memória de emoção, por meio das pinturas rupestres. “Em qualquer curso de história da arte, ela é definida como alguma coisa que deflagra a emoção”.

A primeira adaptação dos desenhos da Disney aconteceu com “A Bela e a Fera”, exibida em 2017. Depois vieram “Dumbo” e “Aladdin”, todos lançados neste ano. Após “O Rei Leão”, virá “A Pequena Sereia”

Emoção

A Disney praticamente virou sinônimo de histórias edificantes, como as que vemos em animações tradicionais – até o momento, a fonte de inspiração para os primeiros filmes em live action. O desenho sobre a princesa Ariel em “A Pequena Sereia”será uma das próximas adaptações.

O que nos faz pensar que, pelo sucesso das primeiras experiências, logo o estúdio de Mickey Mouse irá investir também nas animações digitais, entre elas “Procurando Nemo”, “Toy Story”, “Wall-E”, “Os Incríveis” e “Up – Altas Aventuras”.

Apesar do interesse econômico por trás destes lançamentos, o psiquiatra destaca que é uma situação saudável.

“Quando eu vi o filme sobre (o piloto) Ayrton Senna, não me lembrei apenas da morte dele. Chorei feito criança, mais pelo que ele significou para minha geração, sempre entregando um show de determinação e superação”.