Há seis anos à frente da “A Cidade em Movimento”, uma das seções da Mostra CineBH, Paula Kimo sentiu um dos efeitos gerados pela pandemia, com a diminuição de filmes enviados para a seleção.

“Como uma mostra que busca narrar a rua como um lugar de Belo Horizonte que pulsa e vibra, essa produção acabou não vindo como consequência do confinamento”, lamenta a curadora.

Outro efeito diz respeito à estética dos filmes, “com uma estética mais interna, a partir do universo de quem está dentro de casa. Filmes de janela foi como apelidei esses trabalhos”, registra Paula.

Nesta edição, com início nesta terça (28), em formato virtual, a mostra conseguiu reunir 20 produções realizadas na Grande BH, dentro do tema “Cidade (em) Comum”, uma forma de ver o cinema como um lugar de partilha.

“Essa partilha tanto pode ser no sentido da produção, com os laços que se estabelecem entre os realizadores e a comunidade, quanto no fato de juntarmos filmes que dialogam com os diversos lugares da cidade”, analisa.

“A Cidade em Movimento” terá quatro sessões, entre curtas-metragens que discutem o papel da mãe e da mulher; contra-narrativas que se opõe a versão oficial; temáticas de gênero e raça; e, como não poderia deixar de ser, a pandemia.

Único longa presente na mostra, “Amador”, de Cris Ventura, faz um registro muito pessoal de um amigo da cineasta, Vidigal, artista de rua que transitava principalmente pelo Baixo Centro de BH.

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