Se a “Cura pelo Som”, álbum lançado pelo Funk Como Le Gusta em 2011, não teve a repercussão à altura da qualidade da banda, o novo trabalho, “A Nave Mãe Segue Viagem”, deve passar por um processo diferente. De acordo com o guitarrista Emerson Villani, os objetivos do grupo agora estão mais claros e “não há tempo para futilidades”. É hora de a big band focar, entender que o projeto é prioridade máxima, e dar gás ao novo repertório.

Se a banda vai viajar mais pelo Brasil, só o tempo vai dizer. Certo é que a objetividade do grupo foi transformada em boa música, cheia de influências de sonoridades dançantes, como funk, soul, jazz, afrobeat, gafieira e tudo mais que puder colocar o público para dançar.

“O álbum foi criado, ensaiado, gravado, mixado e prensado no período de 11 meses. Isso é inédito para nós, e permanente”, diz Emerson Villani. “Musicalmente é um típico álbum do Funk Como Le Gusta. Denso, colorido, dançante e cheio de fusões rítmicas”, garante.
 

Movimento

O título escolhido para o novo álbum é uma tentativa de chamar atenção do público e reafirmar que o Funk Como Le Gusta continua em movimento constante, mesmo que nos últimos anos tenha andado um pouco afastado das casas de shows. “Temos a responsabilidade sobre novas gerações que não tiveram um contato direto conosco e estamos dispostos a nos fazer presentes”, afirma o guitarrista. “Consideramos que ‘A Nave-Mãe’ é algo subjetivo que está muito além da fuselagem de um foguete ou algo do gênero. A nave representa nossa alma, nossa música ou uma energia maior que está sempre em movimento. Por isso ela segue viagem, sempre”.

Os componentes do grupo continuam com outros vários trabalhos – produção musical, gravações para peças publicitárias, atuação em bandas de apoio para Clube do Balanço, Jota Quest, Zeca Baleiro, Marisa Orth e outros. Mas não impedirá uma boa turnê.

“O que podemos garantir é que estamos disponíveis e inteiramente focados em ir para todos os cantos do mundo”, diz Villani.