Difícil conhecer alguém que realmente não aprecie a culinária italiana. O aroma, a aparência, o colorido, todas essas características dessa cozinha atiçam os nossos sentidos.

A boa notícia para os admiradores da comida da terra da velha bota é que acaba de inaugurar na capital mineira, bem no coração da Savassi, uma unidade do Pastifício Primo, casa de massas artesanais paulista conhecida e reconhecida como a melhor da terra da garoa.

A primeira unidade da franquia foi aberta em 2010, no descolado bairro de Pinheiros, em São Paulo. Desde então, o Primo vem mantendo um autêntico estilo italiano, com produção artesanal diária e venda direta de massas frescas, molhos e antepastos.

Em 2013, o Pastifício Primo ganhou o prêmio de Melhor Rotisseria de São Paulo da Revista Veja no voto dos críticos, e logo em seguida o mesmo prêmio pela Folha de SP. Em 2014, faturou o prêmio Melhor Rotisseria novamente pela Revista Veja, agora no voto do público.

Mercearia na Savassi

A loja mineira, assim como as demais espalhadas pelo país (sete ao todo em quatro estados), lembram uma habitual mercearia italiana.
Dentro dela, as massas (ou pastas, como dizem os italianos) artesanais e uma enorme diversidade de molhos ganham o devido lugar de destaque nas prateleiras. Nas vitrines, há também oferta de doces, sucos e vinhos.
A linha de produtos é bastante variada. Há fettucines, pennes, raviolis, nhoques e outros mais, ao gosto do cliente. Para molhos, mais de dez opções, como pomodoro leve (com tomate peneirado), puttanesca (tomate, alcaparras, azeitonas pretas, anchovas e pimenta calabresa). Tudo no conceito de “Massa na Rua”, onde você escolhe a combinação desejada e depois entre comer no local ou levar o produto para casa.

Pastifício Primo
Rua Alagoas, 957 – Savassi
(31) 3024-4478


Ivan Schiappacasse: uruguaio de nascimento, italiano de descendência e brasileiro de coração

A origem do nome Primo vem do italiano e significa “Primeiro”. E quem está por trás do Pastifício Primo é o uruguaio Ivan Schiappacasse. Ele veio para o Brasil aos 9 anos de idade fugindo da política ditatorial que o seu país vivia. Chegou a Porto Alegre e viveu no Sul do país até aos 17 anos, quando decidiu colocar uma mochila nas costas e viajar pelo mundo. Na Europa, teve seu primeiro contato com a gastronomia.

“Trabalhei em restaurantes – lavando pratos e depois auxiliando na cozinha –, e me dei muito bem”, conta Ivan. Mas foi em uma viagem à Itália, na década de 90 que ele viu a sua vida mudar. Ivan comprou um conjunto de máquinas de pasta usadas e as reformou aqui no Brasil. O resultado foi a criação do Pastifício Italiano, em Porto Alegre.

Mas para adquirir o reconhecimento que queria com a fabricação de massas artesanais, ele decidiu ir para São Paulo. “Aluguei uma loja em Pinheiros e inauguramos no dia no Nhoque. Com uma comida simples e preço justo, conseguimos ganhar o gosto da exigente clientela”, confessa Ivan.