O “Suplemento Literário de Minas Gerais” não terá o mesmo destino do “Minas Gerais”, diário oficial do Estado que, no último sábado (9), encerrou a versão impressa após 127 anos, passando a ser disponibilizado apenas na versão digital.

A continuidade do jornal, que tinha periodicidade bimestral e era encartado no “Minas Gerais”, foi garantida à reportagem do Hoje em Dia pelo secretário de Cultura Marcelo Matte, na tarde dessa segunda-feira (11).

A incerteza sobre o destino do “Suplemento”, uma das mais importantes publicações culturais do país, gerou aflição no setor literário, já que não vinha sendo rodado desde setembro do ano passado. A atualização se dava somente na internet.

A própria redação do jornal não sabia responder sobre “qual solução o governo iria dar”, segundo Jaime do Prado Gouvêa, que edita o SLMG desde 2009. “A redação vem trabalhando normalmente”, assinalou o escritor.

Atraso

Por questão de orçamento e de mudança de governo, três edições referentes a 2018 deixaram de ser rodadas no Parque Gráfico Renato Azeredo, no bairro Saudade. No final de 2018 os recursos para impressão teriam, aparentemente, sido liberados.

As edições de setembro/outubro, novembro/dezembro e uma especial dedicada aos 80 anos do escritor e poeta mineiro Sebastião Nunes “só estariam aguardando a ordem de imprimir”.

O SLMG foi criado pelo escritor Murilo Rubião em 1966, reunindo a nata da literatura e das artes plásticas de Minas e do país ao longo dos anos. Atualmente, depois de deixar de pertencer à Imprensa Oficial, estava vinculado à Superintendência de Bibliotecas Públicas da Secretaria de Cultura.

Importância

No fim da tarde de segunda-feira (11), a continuidade do Suplemento foi garantida pelo governo. As três edições atrasadas seriam impressas, de acordo com a assessoria de comunicação da Secretaria. A explicação da pasta é que o ordenamento dessa despesa não havia sido feito.

De acordo com a assessoria, Matte ainda estaria “tomando pé da situação”, mas não é a intenção dele extinguir a publicação devido à sua “importância histórica e cultural”. E que a versão impressa deverá ser mantida.