No lugar da umbanda, o candomblé. O espetáculo "Gil", que teve uma prévia na manhã desta terça (30) para a imprensa, é uma espécie de continuidade do espetáculo anterior do grupo mineiro de dança Corpo, "Gira".

Rodrigo Pederneiras, coreógrafo do espetáculo que terá temporada entre 27 de agsoto e 1º de setembro no Palácio das Artes, em Belo Horizonte, salienta que o trabalho composto por Gil era tão abstrato que ele teve dificuldade de extrair uma deixa, buscando no candomblé - o compositor é filho de Xangô - um primeiro movimento para o balé se construir.

O diretor artístico Paulo Pederneiras destacou a entrega do trabalho e o fato de o artista ter visto no fato de o espetáculo carregar o seu nome uma forma de montar uma revisão musical de sua obra. Ao mesmo tempo, ponderou, surgiu na trilha sonora um lado de Gil que ele pouco conhecia.

O cenário terá um único objeto de cena, um tapete amarelo que ilustra uma palavra recorrente no depoimento de Paulo para definir o cantor: "iluminado". 

Seguindo uma estratégia das últimas apresentações, "Gil" fará dobradinha com um trabalho antigo do Corpo, "Sete ou Oito Peças para um Ballet", de 1994, que teve trilha de Philip Glass e Uakti.

Os últimos ingressos para 'Gil' no Palácio das Artes estão à venda

 

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