Foi do desejo de organizar as trajetórias de pesquisas, experimentos e investigações transformadas em produções artísticas que nasceu o livro “O Oposto Complementar do Infinito” (Editora Primata), do artista visual Guilherme Cunha, obra que tem lançamento e distribuição gratuita domingo (17), em Belo Horizonte.

Com um currículo que acumula a coidealização e codireção do FIF (Festival Internacional de Fotografia) e vários prêmios – como o de preservação do Patrimônio Cultural Brasileiro, do Iphan, pela criação do projeto “Retratistas do Morro” – o artista produz uma espécie de raio-x de suas criações. “Digitalizamos mais de 1700 desenhos, cerca de 300 imagens para fazer uma edição de mais ou menos uns 180. Tudo isso com o interesse de comunicar a pesquisa que venho fazendo há quase 18 anos”, conta o artista.

Além de colocar em cena toda a pesquisa de Cunha, o projeto tem a intenção de apresentar todo o trabalho que precede o objeto artístico final também como parte da obra e, ainda, posicionar a arte como um campo de produção de conhecimento. “É importante a gente encarar a arte desta forma e não apenas como um campo de contemplação”, reitera.

Apesar de o projeto não ser um desejo novo de Cunha, ele acredita que o lançamento acontece em um momento oportuno. Para ele, a arte é o lugar da provocação, da instabilidade, da inconformidade com as estruturas que estão impostas. “E este trabalho tenta resgatar esse desejo por uma inquietação, de busca de outras formas possíveis de conhecimento e outros lugares de investigação que não sejam esse do controle, da violência e do poder vertical”, pondera.

Serviço

Lançamento do livro “O Oposto Complementar do Infinito”, do artista visual Guilherme Cunha, domingo, às 15h30, na Livraria do Belas Artes (Rua Gonçalves Dias, 1581-Lourdes). Entrada gratuita com distribuição gratuita do livro.