Uma das funções da fotografia é documentar uma era, um povo, uma história. Ao longo dos anos a fotografia passou a se apropriar de novos conceitos, e é hoje uma das manifestações artísticas que mais cresce e ganha atenção. E é nesse contexto de efervescência que uma pequena equipe, formada por historiadores, decidiu contar histórias por meio da imagem. As publicações do grupo são feitas na página do Facebook batizada “Fotografias da História” – atualmente com 70 mil curtidas.
Segundoa historiadora e fundadora da página Paula Oliveira, de 23 anos, a ideia surgiu quando ela ainda estava na faculdade. “Achava o Facebook um lugar ótimo para compartilhar informações. Via meus amigos divulgando textos sobre amor, notícias e fotos pessoais, mas nada referente a História. Só quando estava concluindo minha licenciatura fundei o ‘Fotografias da História’. Isso foi em 7 de setembro de 2012”, recorda.

Além de Paula, também abastecem a página os historiadores Ygor Guerreiro, 32 anos, Christiane Wittel, 42, e o estudante de história, Antônio Martins da Silva Júnior, 21. Uma turma que se conheceu na internet e acabou estreitando laços por causa de duas paixões em comum: história e fotografia.

“Como já tinha a página, chamei outros dois amigos ‘virtuais’. O Ygor, já conhecia pessoalmente, e como percebi que também gostava de trabalhar com fotografias, convidei-o a fazer parte do time”, conta Paula. Ainda segundo ela, uma das funções do espaço é mostrar a historicidade de uma foto: com as suas fontes, datas, local, fotógrafo e contexto histórico. O que, claro, nem sempre é possível.

Atualização exige árduo trabalho de garimpagem

Quem acompanha a página do “Fotografias da História” no Facebook certamente já se flagrou perguntando onde os donos da página encontram tantas imagens – e com tantos detalhes. A tarefa, assegura o grupo, demanda tempo, paciência e, claro, muita dedicação – já que a página é produzida voluntariamente, sem nenhum patrocínio.

“O material divulgado é encontrado em fóruns, revistas, documentários, livros e até sites de arquivos federais de países como Alemanha, França, Itália, Rússia e Estados Unidos. É um árduo trabalho de garimpagem porque não para na seleção de imagens – que podem ou não ser postadas. Muita coisa precisa até ser traduzida”, explica o estudante de História Antônio Martins.

A historiadora e fundadora da página Paula Oliveira completa que, por sorte, algumas fotografias vêm acompanhadas das informações necessárias para serem postadas. “Outras, no entanto, vêm escassas de qualquer informação. Por isso, vasculhamos ainda mais a internet para completar os dados”, justifica.