Sofia é uma dedicada dona de casa que, ao ficar viúva, descobre que o marido estava à frente de um lucrativo negócio conduzido de forma quase anônima, como proprietário de uma produtora de filmes pornográficos. De mentalidade conservadora, ela não vê outra alternativa do que entrar para a indústria do sexo, uma adaptação que resultará em muito humor na série “Hard”, nova produção brasileira da HBO, com estreia domingo, às 23h, no canal de TV por assinatura e no HBO GO.

“Quando a gente fala desse universo, as pessoas geralmente têm bastante tabu, olhando-o de forma marginal. A Sofia era assim e ela passará por uma curva muito delicada ao longo da série, precisando se reinventar após um tsunami ter mudado completamente a vida dela”, registra ao Hoje em Dia a atriz Natália Lage, dona do papel de Sofia. Ela puxa um elenco que tem ainda Denise Del Vecchio, Martha Nowill, Julio Machado e Fernando Alves Pinto.

“Hard” é baseado numa série francesa, de mesmo nome, apresentada entre 2008 e 2015. A versão brasileira terá três temporadas, com seis episódios de 30 minutos cada. “A gente fez uma compilação dos melhores momentos (do original), organizando-os em três temporadas, mais ou menos numa ordem cronológica. A principio, não haverá uma quarta, até onde eu sei”, salienta Natália, que só assistiu a alguns episódios do “Hard” francês.

“Sofia revisará todos os conceitos, de uma maneira forçada pelo destino, pois não tomaria aquela decisão voluntariamente. Mas na medida que toma parte daquilo, ela o faz com muita coragem”

Natália Lage, atriz

“Não resisti e acabei dando uma espiada, só para entender a onda deles. Mas não era uma obrigação, já que a nossa (série) tem algumas diferenças, temporais e de costumes, para ficar uma coisa mais brasileira”, explica. Uma dessas mudanças já estará presente no capítulo de domingo, durante o velório do marido de Sofia. “Na França, após o enterro, há um velório em casa. A gente adaptou para o velório no cemitério, como já é mais comum aqui”, destaca.

Natália observa que o acento da  série é mais cômico, mas sem exagerar na mão. “Tivemos como proposta, o tempo inteiro, tratar este universo (dos filmes eróticos) com respeito, sem estereotipar. Não se trata de um humor violento, grotesco, mas sim mais fino. Não estamos colocando um juízo de valor, tentando retratar com tom realista. Há muitas situações cômicas, mais pelos acontecimentos do que por uma composição mais histriônica”.