Artistas e intelectuais de várias partes do país estarão reunidos em Belo Horizonte, a partir desta quinta-feira (9), para pensar a influência afrodescendente nas artes, dentro do “Seminário Mundial de Artes e Culturas Negras”.

Para o integrante do Comitê Curador do Seminário Mundial das Artes e Cultura Negra Marcos Cardoso, o seminário envolve movimentos sociais, academias, pesquisadores e pensadores num momento reflexivo para a elaboração de um conceito a ser tema do Fesman – Festival Mundial de Artes Negras, que acontece no próximo ano. “Será uma oportunidade de debater pautas no âmbito da cultura de uma forma genérica, com vistas à construção da identidade étnico racial dos povos”, acredita. 

A proposta do seminário não se restringe à arte, e abrange também outras perspectivas como sustentabilidade, economia e desenvolvimento. A programação é gratuita e aberta ao público.

Na programação, composta por mesas de debate, estão nomes como a ex-ministra Chefe de Estado do Ministério das Mulheres da Igualdade Racial, Nilma Lino Gomes; a cantora peruana Suzana Baca, que foi Ministra da Cultura em seu país, em 2011; Tomaz Aroldo da Mota Santos, reitor da Unilab – Universidade da Integração Internacional da Lusofonia Afro-Brasileira; Tukufu Zuberi, da Universidade da Pensilvânia, nos EUA; Vanicléia Silva Santos, do Centro de Estudos Africanos da UFMG, entre outros.

Seminário Mundial de Artes e Culturas Negras. Auditório do BDMG (rua da Bahia, 1600). Hoje e amanhã, às 9h. Gratuito