A partir desta terça-feira (19), a UFMG abre inscrições para as oficinas do 10º Festival de Verão, evento que acontece em Belo Horizonte de 31 de janeiro a 4 de fevereiro, com o tema Tempo e memória. As inscrições podem ser feitas pelo site da Fundep (www.fundep.ufmg.br) ou pessoalmente, no posto de atendimento da fundação, na Praça de Serviços do campus Pampulha, com taxa de R$ 20,00 para cada oficina.


Promovido pela Diretoria de Ação Cultural (DAC), o festival terá 15 oficinas, nas áreas de Ciências da Vida e Saúde; Humanidades, Letras e Artes; Ciências Exatas, Ciências da Terra e Tecnologias; além de Projetos Especiais. O evento conta, ainda, com ciclo de palestras e apresentações culturais, que são gratuitos. A programação está disponível em www.ufmg.br/festivaldeverao/

Coordenadora geral do evento, Denise Pedron diz que a proposta do Festival de Verão é aliar diversão e conhecimento, nos dias que antecedem o carnaval. “A ideia é que os participantes do Festival possam, por meio de vivências coletivas, participar da produção do conhecimento através da experiência”, declara.

O tema deste ano, Tempo e memória, relaciona-se tanto com os 10 anos de realização do evento, comemorados nesta edição, quanto com os conceitos de tempo e memória de uma maneira mais ampla, conectando-os aos vários campos de conhecimento, desde a neurociência à arte. As reflexões a partir do tema perpassam questões como vivência e percepção do tempo, processos de construção da memória e relações entre os modos ancestrais e sua inscrição na história.

Oficinas

Denise Pedron diz que todas as oficinas remetem de alguma forma ao tema escolhido este ano. “Na oficina Cordel – Uma Palavra Encantada, por exemplo, tratamos da memória no sentido do saber ancestral e tradicional, trabalhando com um movimento popular do teatro nordestino, que dialoga com o contemporâneo resgatando o passado”, afirma.

A oficina de Iniciação à Máscara Teatral aborda diversos tipos de narrativas teatrais através das máscaras. “Um dos modelos é a meia máscara expressiva”, indica a coordenadora, “uma ferramenta que remete à origem do teatro grego, e auxilia na construção física de uma personagem e suas relações com o mundo, abordando também as marcas do tempo, como na contação de histórias”.

O saber tradicional é outro tópico valorizado na temática. A atividade Fitoterapia e Patrimônio Imaterial – Registros da Etno Botânica Terapêutica Brasileira pretende promover uma troca de experiências com fitoterápicos e roda de conversa com benzedeiras e raizeiras, discutindo os desafios da proteção dos modos de saber fazer e de saber viver. “Nem sempre encontramos o saber fazer, aprendido com a experiência e passado de maneira oral, registrado. Mas é preciso valorizar e perpetuar essa transmissão oral, já que a memória não é formada só pelo que consta em livros de história”, aponta Denise.


Programação cultural

A programação cultural, gratuita, está disponível no site do Festival www.ufmg.br/festivaldeverao/, e inclui apresentações artísticas como o espetáculo Papéis do Inferno, do Teatro Universitário e Coletivo Dezessete, show do grupo Meninas de Sinhá, apresentação de Kanatyo e Siwê Pataxó em Cantos para Alfabetizar, concerto do Coral de Trombones e Tubas da UFMG e a exposição Visualidades e Memória.

Abrindo o evento, em 31 de janeiro às 19h30, Mamour Ba e Conexão African Beat apresentam o show Ritmos Tribais, executando ritmos que deram origem ao blues, ao jazz e ao pop, marcados pela pulsação dos tambores da música africana, passando por diversos países deste continente, especialmente o Senegal, terra natal de Mamour Ba.

Em 4 de fevereiro, a partir de 18h30, no encerramento do festival, a festa fica por conta do bloco Magnólia Brass Band, com a proposta de trazer a tradição dos cortejos de jazz de New Orleans, com as composições de Louis Armstrong, Duke Ellington e Dizzy Gillespie, em releituras carnavalescas.

Ciclo de Palestras

Também parte da programação gratuita, o ciclo de palestras ocorre de segunda à quarta-feira, de 10h às 12h no Conservatório UFMG. Em 1/02, segunda-feira, os assuntos abordados serão ‘O tempo na visão da física’ e ‘O envelhecimento e o tempo’. Na terça, dia 2, os temas serão ‘Tempo e memória’ e ‘O que é o tempo e algumas incursões na memória’. Já na quarta, 3, ‘Música e Tempo no Reinado do Rosário’ e ‘Imagens e coreografias do tempo espiralar’, fecham o ciclo.