O que é preciso para lançar ao mundo vivências próprias atravessadas pelas da cidade? O cantor e compositor Ed Nasque, belo-horizontino de 32 anos, apostou na música. Na última sexta-feira (15), ele disponibilizou nas plataformas digitais seu primeiro álbum, “Interior”. 

As primeiras músicas começaram a ser desenhadas em 2017. E, como todo processo artístico, leva seu tempo, seu sentido, percorre caminhos e, no caso de Ed, até cidades, para ser concluído.

Durante o período de isolamento social, Nasque havia regressado de Ouro Preto, lugar onde faz graduação em música, para Belo Horizonte. Esse movimento de volta, de reclusão, fez com que o disco também fluísse, e novas canções-histórias fossem escritas e, agora, lançadas. 

Embora o cenário de pandemia possa levar a uma ideia de solidão, “Interior” foi feito em colaboração com outros artistas. A miscelânea não é só de ritmos, mas também de cantores, instrumentistas e compositores: Antônio Martins, Ixa Veiga, Trio Amaranto, Raphael Vidigal, Lucas Telles e Luísa Doné.

Quanto ao gênero do álbum, Ed é direto na definição: “É MPB. Porque é música, é popular e é brasileira. Um disco que tem baião, que tem folia, ciranda, samba. O maior diferencial do disco é a pluralidade de ritmos”, explica.

Ed Nasque

Entre o interior e o urbano

Entre Belo Horizonte e Ouro Preto há uma estrada de cerca de 100 km a ser percorrida. Cidade e interior se relacionando por meio de variadas dinâmicas. Aqui, nesse álbum, as dinâmicas e percepções de Nasque foram temáticas principais da música “Belo Horizonte” e “Vila Rica”.

Ed havia saído de BH, onde faz música desde a adolescência, e se desloca para a Região dos Inconfidentes para mesclar sua intuitividade musical com a teoria. Para ele, essa aliança do fazer intuitivo e embasamento teórico “com certeza, foi importante para o crescimento como artista”.

Essa movimentação também rendeu o nome do álbum, que entrega nove faixas: “um título que fica subentendido. Falo do meu interior, sentimentos e também da minha relação com a cidade do interior. Falo de coisas simples, e muitas vezes elas são relacionadas a coisas interioranas, como um simples abraço, um ‘bom dia’, tomar um café, olhar a paisagem. ‘Interior’ é isso”.

Ed lança seu álbum em um momento em que a música de BH tem se destacado no cenário brasileiro. Artistas independentes de diversos gêneros se lançam, criam, recriam e estão abrindo caminho para outros musicistas. Alguns dos exemplos mais próximos de sucesso são Djonga e Marina Sena, cantores que já alcançam visibilidade nacional.

Chegar ao máximo de pessoas é um dos objetivos de Ed Nasque, porém, não é prioridade: “Independentemente de quem e de quantas pessoas ouvirem, quero que traga coisas boas. É um álbum feliz e de bastante esperança. É isso que espero, que toque, de fato, as pessoas”, projeta o cantor. 

Ed Nasque

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