Uma história dramática é contada em meio aos bastidores do mundo do boxe no longa "Nocaute", que estreia nesta quinta-feira (10)  nos cinemas. O campeão do longa é o lutador Billy Hope, vivido pelo ator Jake Gyllenhaal. O americano de 34 anos, que emagreceu 14 kg para viver o protagonista de "O Abutre" (2014), agora ganhou sete quilos só de músculos para convencer como boxeador. A transformação, que durou cinco meses, coloca o ator entre as apostas para o Oscar 2016, segundo a crítica internacional. Esta seria a primeira estatueta de Gyllenhaal, já indicado como melhor ator por "Brokeback Mountain" (2005).

A vida de seu novo personagem, Billy, já começa dramática. Ele foi criado em um orfanato, onde conheceu a sua mulher, Maureen (Rachel McAdams). Juntos, eles investiram em sua carreira como boxeador.

Já milionário e vivendo em uma bela mansão com a família, Billy lida com uma difícil rotina de negociar com adversários sujos. E ainda luta contra a influência e a ganância de seu empresário, Jordan, vivido pelo rapper 50 Cent. Para tomar as decisões  mais difíceis, o lutador conta com a inteligência e a sensibilidade de sua mulher, que gerencia toda a sua vida.

Quando uma tragédia acontece, e Maureen morre, Billy perde todo o controle da profissão e de si próprio: começa a beber e a usar drogas. Não bastasse o drama de perder a mulher, ele entra em falência. Junto com a casa onde mora, perde também a guarda de  sua filha, Leila (Oona Laurence), para o serviço social.

A partir daí, um novo filme começa. Obrigado a provar que está sob controle para ter a filha de volta, Billy volta a trabalhar como faxineiro em uma academia de boxe. Em troca, ele pede ao dono do lugar, Tick (Forest Whitaker), que lhe dê a chance de  voltar a treinar. Ao lado de Tick, ele passa por longas horas de treinamento e por lições de amor e disciplina. Com direção do americano Antoine Fuqua, o mesmo de "Dia de Treinamento" (2001) e "Invasão à Casa Branca" (2013).

EXAGEROS
As cenas de luta e os bastidores do mundo do boxe mostrados no filme foram elogiados por um boxeador de verdade. Campeão olímpico, o mexicano Oscar De La Hoya assistiu ao longa e comemorou ao ver o mundo do boxe de volta ao cinema. Mas cita certo exagero  na quantidade de sangue no ringue.
Em artigo da revista americana "The Hollywood Reporter", ele elogia a atuação de Jake Gyllenhaal, embora diga: "Eu nunca vi um juiz ou um médico deixar uma luta continuar com tanto sangue na tela". O ex-boxeador também viu com maus olhos os atos  violentos cometidos por boxeadores fora do ringue. "Acontece, mas não é comum."