É daquelas oportunidades que clamam pela chancela de imperdíveis. Mesmo porque, por questões logísticas, dificilmente se repetirá. Hoje à noite, o violonista Juarez Moreira divide o palco do Conservatório da UFMG com os suíços Peter Schärli e Hans Feigenwinter, apresentando, pela primeira vez no Brasil, o CD “Castelo”, lançado pelo trio, após uma turnê na Europa. A cereja do bolo? A entrada é franca.

Da capital mineira, o Schärli – Moreira – Feigenwinter segue para Barbacena, onde se apresenta dia 7, e, daí, ruma à Bolívia. O caminho sonoro do trio percorre vias jazzísticas pouco usuais. Peter entra em cena com o seu trompete, enquanto Hans mostra seu virtuosismo ao piano e Juarez, no instrumento que o notabilizou, o violão. “É uma formação diferente, com um resultado bastante singular. Esses dois instrumentos, o violão e o piano... Tem que ter muito encaixe, e, aqui, deu certo. Tenho muito gosto pela harmonia, e o Hans também”. Não bastasse, Juarez sublinha a admiração que os dois músicos devotam pela música brasileira.

Na verdade, Peter conheceu o poderio de Moreira na web, assistindo a um vídeo da dobradinha do mineiro com a cantora Ithamara Koorax. Em uma das turnês de Juarez pela Europa, veio a amizade com o trompetista, que, por seu turno, é parceiro de longa data de Feigenwinter. Nada mais natural, pois, que o encontro rendesse dividendos musicais – a se lamentar apenas que o CD físico não tenha sido lançado no Brasil.

Planos

Show de hoje à noite à parte, Juarez festeja o aquecimento cultural que vislumbra neste segundo semestre. Ainda este mês, divide o palco com João Donato. “E vou participar dos festivais Mimo, do de Jericoacoara. E tem, ainda, um show com o (guitarrista argentino) Luis Salinas, Chiquito Braga e Toninho Horta. Também estou preparando dois discos, inclusive outro voltado a Tom Jobim – o primeiro, ‘Nuvens Douradas’, lancei há 20 anos”.