“Não conseguirem escapar será frustrante”, analisa o radialista e ator Pedro Henrique Vieira, sobre a expectativa da última temporada da série espanhola “La Casa de Papel”, um dos fenômenos mais recentes do streaming que ganhará um desfecho Netflix a partir de 3 de setembro.

A forma como o roteiro se estruturou nas quatro temporadas anteriores, o resultado não pode ser diferente do que o radialista e fã da série espera. Afinal, todos os espectadores  se identificaram com os ladrões que, após invadirem a antes inexpugnável Casa da Moeda, agora tentam sair do Banco Espanhol.

“A principal razão do sucesso  é mesmo o roteiro, recheado de reviravoltas e surpresas, a ponto de você achar que está tudo acabado, que ferrou tudo e que eles não vão conseguir dar sequencia ao plano. Aí vem aquela jogada de mestre do Professor, ganhando ali uma sobrevida (para os ladrões)”, registra Vieira.

O professor é o protagonista da série, vivido por Álvaro Morte. Para quem viveu a década de 190, ele é uma espécie de McGuyver do seriado “Profissão: Perigo”, com respostas prontas para todos os cenários, do melhor ao pior. “Claro que tem um pouco de exagero, mas o roteiro acaba sendo o grande trunfo do seriado”, constata.

Para o radialista, o Professor reúne as características de um vilão do bem. “A gente torce por ele, sabe que ele tem boas intenções por trás daquele roubo. A gente sabe que o que estão fazendo é errado, mas é o tipo de trama que você torce para os bandidos. Tem muito flashbacks, e vamos acompanhando tudo o que aconteceu antes, a história de cada um. Assim você se identifica e tem raiva de quem atrapalha o plano”, diverte-se.

Quem está atrapalhando o plano agora, quando o último episódio da quarta temporada foi ao ar, é o tresloucado chefe da segurança do banco, que está minando a força do grupo de ladrões dentro do banco, enquanto o Professor está sendo perseguido do lado de fora e tentando retomar o contato com os seus comandados.

Vieira pondera que “La Casa de Papel” tem as fórmulas de qualquer seriado de suspense, sempre deixando um gancho para outro episódio. Mas chama a atenção para os diálogos, “que  às vezes beiram ao nonsense, com a gente não acreditando que estão falando aquilo. Ao mesmo tempo são muito contundentes, com muitos palavrões, como se os personagens estivessem brigando, falando alto. Claro, tem uma tensão ali, devido ao roubo, mas há um modelo que é característico da produção espanhola”.

A série abriu o apetite para outras produções do país europeu. “ Já tinha visto muitos filmes espanhóis. A partir de ‘La Casa de Papel’, comecei a assistir a outras séries, como ‘Elite’. Foi uma grata surpresa poder conhecer mais da produção audiovisual espanhola”, afirma.